domingo, 12 de julho de 2009

Editora Jardim dos livros e um tal de André Aguiar Marques


É impressionante como nos enganamos olhando apenas para o tipo físico de alguém.
Eu sou assim: bem prática ao conhecer e ver determinado tipo.
Faço na hora uma análise, traço seu perfil, vejo como se porta diante dos outros e registro alguns tópicos principais na minha caixinha de memória; depois, na convivência, vou vendo o que acertei e o que errei.
Mas ao ler um livro de um autor ou autora, seja nacional ou internacional, fico tentando desvendar como é a cabeça daquela pessoa que não conheço nem nunca vi passar por mim, e daí fico querendo rapidamente saber como ela age, como pensa, como anda, como conversa, o que come, como se veste, como penteia os cabelos, que perfume usa, como se porta à mesa, quem são seus amigos, como é sua família, com que sapatos se sente mais confortável, se gosta de festas ou de ficar em casa, se viaja com frequência ou se quase nunca, se casou, se tem filhos, se gosta de bichos, se tem neuras, etc.
Estereotipamos tudo e todos.
E sempre de acordo com o que trazemos de nossas experiências desde lá na infância.
Supomos, indagamos, alimentamos platonismos, borboleteamos.
Gostaria de ter conhecido Friedrich Nietzsche, só por esta frase: "Aquilo que se faz por amor, parece ir sempre além dos limites do bem e do mal", ou Gandhi, por esta: "A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência", e também ficaria feliz se conhecesse Antoine de Saint-Exupéry, que ao dizer: "O que nos salva é dar um passo e outro ainda." Esta frase me deixou mais aliviada. Ele sempre me alivia... "Le petit prince" que o diga.
Agora, depois de ter lido um livrinho bobinho chamado "Não existe mulher difícil" e ver que o autor não se parece nadinha com tudo o que contou no livro, (eu imaginava ele um garanhão, bonitão, fortão, todo másculo, com uma cara de tarado mesmo, ou de mau, muito mau), porque ainda por cima no livro ele trata a mulherada toda como se fosse almoço, sobremesa e janta, mas ao vê-lo no programa do Jô Soares, chegando todo tímido, até feinho, e ainda mostrando a namorada no meio da plateia, com cara de apaixonada... Ah! E o cara também se diz apaixonado, super sério e compenetrado!
Sinceramente, eu me pergunto: - Mas vem cá, pra que este Zé Mané lançou um livro desses então, hein?
Simples: Se ele come muita mulher eu não sei, mas com certeza ele não come mosca! O seu projeto de livro vai virar peça de teatro. Desse jeito decola.
Veja a cara dele de "nem um pouco pegador" no próprio site que vende o livro: www.naoexistemulherdificil.com.br
Vai ser bobo assim com mulher lá na Terra do Nunca...
Nunca mais leio um livro tão idiota como esse!
Mas talvez a peça eu veja...

Um comentário:

Unknown disse...

Sabe o que é mais legal do livro? Ter tantas opiniões sobre o mesmo tema. "Um cara másculo e tal"... isso não é um contrasenso com o que você diz que não concorda com visões estereotipadas?
Na verdade, fico feliz de ver que tanta gente vem falando do livro, concordando e discordando, indo ver o site, vendo as entrevistas, comprando o livro e comentando.
Talvez por isso o livro seja um sucesso de vendas e já esteja na quarta edição.
Esse é o maior retorno para alguém que escreve um livro, pode apostar.
E seria muita pretensão da minha parte agradar a todos.
Quanto a ter uma namorada, é a maior prova que todo mundo encontra sua cara metade!
Um abraço,
André