sábado, 6 de novembro de 2010

Mudando a forma de pensar

Mudando a forma de escrever, a gente muda a forma de ser.
E eu gosto de mudar.
Tenho escrito coisas muito pessimistas.
Tudo bem que são influências do velho Buk e do tio Kafka, entre outros sábios revoltados.
Charles Bukowski... tem que ser diferente de todos os tipos de mulher existentes no Rio de Janeiro para gostar.
Por um lado é bom, pois provoco risos.
Pausa para uma risada.
Mas resolvi parar com essa onda de intelectual da poça de lama.
O lado positivo sempre vale mais.Se ontem fez sol e hoje o clima traz chuva, percebo que o ser humano é idêntico.
Bom humor e mau humor. Tudo relativo.
Um dia nossa cabeça está legal, no outro dia, não.
Ontem eu estava pensando que estava ótima, mas estava péssima.
Hoje acordei ao contrário.
Pausa para reflexão.
E vou tirar o dia para refletir, até a chuva passar.
Lembrando sempre para tomar cuidado com a rigidez e a teimosia, pois:
A poça seca e a lama endurece.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

No ruído do bumbo e do pandeiro

Sorria com a bondade e a preocupação dos outros.
Nos sonhos? Talvez.
Mas às vezes, nem em sonho... Até eles nos surpreendem e nos atropelam...
Um exemplo: Essa coisa de celular...
Esperar, aguardar, ansiar... coisa de pateta.
Tive um sonho tão colorido hoje... custei a levantar da cama... a luz do sol forte foi quem me despertou e me levou pra fora dela... acho que foi a quantidade de videoclipes psicodélicos que assisti ontem à noite... Devendra Banhart e Vetiver lideravam a lista LSD... parecia que eu estava num campus universitário, onde os corredores estavam infestados de alunos de cursos de Moda, Artes Plásticas, Carnaval... um festival de fantasias e alegorias, um desfile nas passarelas de penas, plumas, paetês, cabeças coloridas, calças, camisetas, tênis coloridos, tudo over, exagerado, engarrafamento de humanos pelos vãos e varandas, minha sede que não acabava, me perdi entre as cores e o povo que conversava alto, barulho, burburinho, muito barulho, cores, muitas cores e eu, buscando minha sala, só sabia o nome do professor, procurava por bebedouros e não achava, acordei cansada, perdida, me senti ridícula por não ter me integrado àquele cenário. Belo e patético. Triste. Caótico. Dadaísta.
De que adiantavam tantas cores? Não há beleza nenhuma em não saber se comunicar...No fundo, no fundo, todos somos uns bobos, uns ridículos.
Ela é ridícula porque fica achando que ele vai ligar pra ela e convidá-la pra sair.
Ele é ridículo porque não faz nada disso.
Ela é ridícula porque fica com a maior vontade de mandar ele pra aquele lugar, e se não manda, sente-se ainda mais ridícula; já mandando, a coisa fica pior.
Ele é ridículo porque tem medo de expressar seus sentimentos, mas fica terrivelmente mais ridículo por não expressá-los.
A que ponto chegamos? Num tal de século XXI...
Que grau de relacionamento é esse de pessoas que mal sabem se comunicar?
Que nível, quantos degraus estamos deixando de subir quando fazemos sem perceber, maldade nos relacionando de maneira torta com os outros?
Por que criamos expectativas tão ridículas?
Por que para os homens ficou tão fácil o descarte e para as mulheres não?
Quem foi o ridículo ou a ridícula que os ensinou este truque?
E guardou aonde a fórmula? Pois as mulheres querem também.
Afinal, se somos todos iguais, por que não fica bem pra gente, só pra eles, comer e descartar dias depois?
Num mundo de imensos desgraçados, por que é que a gente ainda fica contando com a boa vontade dos nossos queridos predadores, hein?
Por que querer que um predador tenha algum tipo de preocupação com sua presa?
Só porque o objeto é bonito?
Então, se é bonito, dá mais medo de cuidar, né?
Cuidado. Esse objeto requer todo o tipo de zelo. Ao manusear, seja firme. Não vacile com as ferramentas. Não chegue perto, se for para destruir. Recue. Deixe-o de lado.
Por isso, ontem, ao sair, vi que estava na mira de dois, mas deixei ambos, os predadores, pra trás. Corri deles.
Mas hoje, pensando melhor, me arrependi. Podia ter tocado ao menos um pandeiro ou um bumbo... digo, trocado celulares.
Quis dar uma de boa moça, de fino trato e vi que... não está mais valendo.
Um violãozinho e "Something" pra ela? Hummmmm... Dependendo do caso, a coisa desanda, porque no século XXI, o sexo frágil passou a ser deles e não delas.
E palmas pra quem consegue que nem tudo dê errado tocando a música até o fim, sem desafinar.

domingo, 31 de outubro de 2010

Descobri que me amo demais, descobri em mim minha paz

Descobri sem querer a vida...
31 de outubro, dia das bruxas, dia das descobertas, dia de eleger um novo presidente para a República Federativa do Brasil. Dilma ou Serra? Brincadeiras ou travessuras? Açúcar ou sacanagem?
Não importa qual dos candidatos. Mergulhados em inúmeras histórias, em virtudes atuais, em passados que os condenam, em escândalos armados ou em baixarias à parte; não importa, é sempre tudo igual.
Temos que votar em um candidato, temos que casar, temos que ganhar dinheiro, temos que isso, temos que aquilo. Embora não seja bem assim que a banda toque.
Portanto, quem anula o voto faz besteira, exerce uma cidadania idiota, era melhor nem ter se deslocado. Uma pessoa se despenca até um colégio eleitoral para contribuir com nada?
Mas, quem escolhe entre uma opção e outra, entre o número 45 e o número 13, faz quase nada também. Um presidente não vai mudar muito. Quem consegue desmontar um cenário sozinho?
Porque nós, nós, nós, nós... Nós uma ova; eles, Dona Dilma.
Porque assim como a Dona Maria, como o Seu José, como a Dona Fernanda, come o que, Serra?
Nossa raça, aliás, todos os seres vivos da Terra, inclusive a própria Terra, a massa faz parte de um planeta de comedores em potencial. Compulsivos.
Atire a primeira pedra quem não imagine comer ninguém. Até o Serra imaginou. Coitado, brincadeira. Não ganhei doce dele, então, fiz uma pequena travessura que não doeu nada. Por causa da comida, por isso o dia das bruxas é uma data interessante.
É o dia dos vampiros e os vampiros existem, somos nós mesmos, só que mortais.Enfim, me arrumei toda bonita, vestido azul marinho, justinho em cima, soltinho embaixo, não vou contar a lingerie, pois a era da exposição até que é válida, tendencial digamos assim, mas tem limite; coloquei uma sapatilha nova, de estampa floral, linda, um broche vermelho para cobrir o decote V do vestido que já mostrava o sutiã e eu não queria isso, hoje eu estava de mocinha comportada, apesar das unhas pintadas de azul claro e dos olhos exageradamente carregados no rímel. Só não coloquei, mas bem que calcei pra ver como ficava, um tênis all star preto, cano longo, com um desenho de caveira em cada um dos pares, sendo que num deles, há um piercing de caveirinha costurado no tecido de lona do all star, adoro falar all star..., penteei os cabelos longos e escuros, mas deixei secá-los ao vento para dar um leve ar de despenteado, passei um pozinho no rosto e um batonzinho rosa, peguei meu carrinho fofo prateadinho e de Patricinha Underground, como já fui rotulada, rótulo esse que me acompanha há anos. Difícil me libertar dos diversos títulos desta propaganda. A marca já está registrada. Só mudando de endereço pra poder registrar uma nova.
Selos de qualidades variáveis conforme o padrão de vida de cada cidadão.
Mas.. Assim caminha a humanidade...
Só sei que depois de votar, resolvi não ficar na rua, pensei em telefonar para inúmeras pessoas, mas conversei com meus botões: - Pra quê?
Se alguém quiser que me ligue. Chega de buscar companhia. Chega de ficar igual a uma lagarta me arrastando, pedindo: - Por favor, me ajude; por favor, vem dançar comigo; por favor, faça parte do meu show; por favor, vamos dar boas risadas; por favor, me ouça; por favor, eu posso te fazer feliz. Basta.
Tem hora que cansa. A lagarta está virando borboleta e aprendendo que pode ser bonita e feliz sozinha, andando no meio de tanta gente que tem olhos, boca, nariz, orelhas, pés, mãos, pelos, suor, salivas, coração, intestino, estômago, umbigo, e que sendo iguais, vivem em outros mundos, comendo e mordendo diferente, disfarçando-se de satisfeitas para evitar concluir que a vida é bela, mas é também um terror e como já dizia Jean Paul Sartre: “A vida é um pânico num teatro sem chamas.” Eu corrigiria Sartre: - Pra mim, a vida é um pânico num teatro em chamas.
Voltei pra casa, linda, aterrorizada, chamuscante e cheguei à conclusão: - Meus livros são minhas melhores companhias, meus maiores companheiros. Posso viajar com eles no meu carrinho de Patricinha sozinha inteligentinha arrumadinha gostosinha alegrinha, me hospedar num hotel e ser abordada por um pangaré caçador de vampiras que ainda não se tornaram lésbicas, abusar de sua força bruta, eu dar uma "livrada" na cabeça dele, correr e me hospedar em outro lugar.
Os livros têm mil e uma utilidades que vão de arma de defesa do corpo à arma de defesa da mente.
Eu metralho com palavras.
Tomara que o novo representante do Brasil distribua muitos livros ao invés de outros tipos de armas.
Doces, docinhas... A primeira arma contra a ilusão, a segunda, a favor da vida.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Por isso curto lacinho de fita com caveira

Gosto de laços, gosto de caveiras, gosto de gatos, gosto de cadeiras
Uso all star porque depois de certa idade, alguém me ensinou a gostar
Uso jeans porque cresci vendo todo mundo usar
Uso legging porque descobri que as magras podem e devem ousar
Sou fã de Vivienne, aquela estilista punk
Sou fã de Mcqueen, aquele estilista das caveiras
Sou fã de Hercovitch, aquele estilista que também segue esta tendência há tempos
Visto roupas indianas, londrinas, italianas, espanholas, portuguesas, brasileiras
Faço parte de um mundo que está no fim, mas que reconhece que depois do fim vem de novo o começo e o recomeço
Não tenho medo de errar nem de dizer sim pro que vier me ferrar
A vida já é o próprio ferro e nada mais me espanta
Apenas porque sei que sou um biscoitinho doce recheado de pimentinha ardida e se quer saber... não ardo nem os olhos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O simples ato de dizer não

Dizer não.
Maria diz que lhe custa, lhe dói.
Madalena diz : Quando tenho que fazer isso é tão difícil...
Lisandra fala que está aprendendo a passos lentos, muito lentos, e reflete que quanto mais a pessoa nega, mais ela ganha. Nos sentimentos e não nas coisas materiais.
Renata completa o raciocínio: Ao passo que quanto mais retemos e seguramos, mais perdemos.
A vida não tem mesmo significado, como já dizia Charles Chaplin. A vida é desejo.
Desejos, ilusões.
Paulo gosta de enganar o desejo, trair a ilusão, dominar essas forças.
Para ele, o desejo, quer ser o dominado, cabe a nós, donos do desejo , transformá-lo em personagem passivo.
Adriano fala que a história é sua e quem tem que ter atitude, atividade e vontade própria é você, não o seu desejo. Nem a sua ilusão.
Se lhes dá brecha, se afrouxa, eles te pegam pelo pescoço; com eles não há negociação, não cedem. Invadem.
Falácias.
Pessoas falam demais.
Lá vem elas:
O seu desejo é dizer não para esta vida errada que está levando, mas uma enxurrada de situações estranhas lhe vem à tona, como uma avalanche ou um maremoto e você reage de maneira contrária, dizendo sim e aceitando ser engolido pela tempestade?
Manuela fez essa pergunta para Miguel.
Priscila, que estava no meio da conversa, retruca:
Já te conheço. Sente-se desamparado, diz que já não tem nada nem ninguém, ainda pensa que não tem nada a perder, o pior é que tem.
Tem medo de dizer não achando que esse não vai te prejudicar.
Diz sim sem pensar que este sim pode ser pior.
De repente, entra em cena outra pessoa, Bernardo.
Novas avalanches, novos maremotos.
Bianca vem a seguir:
Sonhos, ilusões, desejos desenfreados.
O mais velho, Adalberto, já cansado, lança outras frases:
O ato de dizer não, para os aventureiros, soa como covardia, mas preserva por mais tempo sua paz, sua vida.
Acaba sofrendo mais quem diz sim o tempo todo.
Que jogo é esse, meu Deus?
Jogo do disse me disse.
Karina pula fora dessa jogada.
É muita maluquice junta, misturada. Muito blablablá.
E diz logo não; pronto, acabou.
The games over.
Estraga a brincadeira, estraga tudo, acabou ganhando cedo demais o jogo, sem saber as regras; mas só assim pra finalizar, senão não acabava tão antes do sol raiar.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Emily fofa, ameniza minha saudade


Saudades,
Uma memória nostálgica
De quem está longe…
Lembranças, na mente e no olhar
No coração, entre erros e acertos,
O horizonte.
Na verdade, não temos saudades, é a saudade que nos tem, que faz de nós o seu objeto. Imersos nela, tornamo-nos outros. Todo o nosso ser ancorado no presente fica, de súbito, ausente.
(Mitologia da Saudade)

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram. [ Pablo Neruda ]
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue. [ Adriana Falcão ]

Bom, bom, bom, bom, bom, bom!
Canta alto pra espantar essa saudade!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pandorinha e suas tretas... leia-se mutretas!

Hoje acordei com a macaca e resolvi lançar mão de minha criatividade.
A amendoazinha anda bem aflorada, por sinal.
Estava eu lá nas esquinas do Facebook, vizinho louco, livre, leve, solto, e que mora logo ali.
Atravessando algumas avenidas, chego nele.
Tomo um chá e depois volto, encurto o caminho, pego uma transversal, saio num atalho e pronto, chegamos.
De volta ao blog.
Coisa engraçada... Caminhos por onde andei para chegar até aqui.
Nesse ponto. Ponto neutro. Caminho do meio? Prefiro os extremos...
Enquanto isso, nessa preferência e nessa querência, nesse vai, não vai, a história da criação do facebook estrelará em dezembro nos cinemas.
E eu com isso?
Isso é legal! Sempre pensei nesses roteiros diferentes, fora do comum.
E algumas de minhas histórias, bem insanas e de frases totalmente "anamariescas", porque "anamarianas", ah, já são muitas espalhadas por aí; todavia, também podem virar livro ou filme.
Basta eu querer lançar e obviamente pagar. Enfim, não querendo pagar, arrumar alguém a me patrocinar.
Sei até de alguns poderosos a quem posso sentar e conversar, mas deixo quieto, deixo o tempo passar. Ainda não é o momento. Sei que faço minha hora e não espero acontecer. Logo, logo, acontece, por causa e consequência. Aproveitei um curso louco de Psicologia que fiz, Psicossomática Contemporânea e me entitulei por algumas horas de doutora.
Dra. Ana P.
Que gracinha, consultas gratuitas!
E tratando do tema nível. Logo sobre nível? Questão de educação, sabe?
Tema que me veio à cabeça depois de conviver com certos tipos errantes de pessoas circulantes.
Vamos às pérolas, todas verdadeiras. Criadas no cativeiro de minha cachola.
Criei vinte. Boa criação para início de cultivo!
Perolinhas, umas brancas, outras pretas, depende da profundidade de onde foram recolhidas, lá dentro do meu mar de ideias aguadas, claras e quando não, turvas.
Mas já que quero homenagear Pandora e suas mutretas, escondidas na caixinha, vou soltar de grão em grão, pra não dar muita indigestão.
Ser mulher da rima às vezes é "bão"!
Eu curto e curtas são as frases que vão, por isso uma por vez e assim se fez:

"Não combina comigo correr atrás de cafajestes. Sou classuda. Meus barracos têm nível. Alto nível. Só por hoje... Amanhã não sei..."

Essa foi a primeira pílula perolada.
As próximas, prometo, serão maiores e mais ousadas.
Tipo esta segunda e ... se finito!
Acabamos aqui, com esse recado atravessado que te dá um tranco; cuidado com o meu tamanco:

"Se tem uma pessoa espalhando por aí que está te pegando, você administra isso como?
1) Faz aquele tipo : "tô nem aí"
2) Dá uma de bandeira da Paraíba e nega, meu nego... Negue até que você perca todo o respeito! Porque todo mundo já sabe, só você que não sabia!
3) Manda todo mundo arrumar o que fazer, ou seja: Vão varrer uma sala, cambada de fofoqueiros!
4) Roda a baiana que existe em você e manda todo mundo comer azeite de dendê.
5) Como boa mineirinha, continua comendo de um jeitinho quieto.
6) Já que sou brasileiro, sou carioca, sou Kátia Flávia, diz logo: Só uso calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas, dessas com armamentos bordados.
E aí, vai encarar? Tendo nível ou não, a questão aqui é respeito. Respeito é bom e todo mundo gosta!!!! Não deixe de pensar nisso! Sempre!"

Até as próximas dezoito joinhas!