quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Um novo verbo: Orkutar

Deletar ( delete) , escanear (Scanner) , estopar (stop) , clicar (click) , xerocar (XEROX) e uma série de outras palavras incorporadas no vocabulário popular de nós, brasileiros, estão aí, soltas pelo ar, pela rede, por todos os cantos.
Palavras da moda, da hora, do tempo e que vão se inserindo conforme o contexto, conforme o texto, conforme os conformes.
A nova palavra a ser adotada, segundo o meu louco pensamento é a que se transformará em breve num sinônimo de quem tem como costume: orkutar... ou seja, bisbilhotar a vida alheia, xeretar.
Desculpe para quem estiver lendo agora, preciso sair do computador onde me encontro neste exato momento; portanto, esse registro fica, com a promessa a ser cumprida de, é claro, continuar divagando sobre este assunto: orkutar.
Já já volto.
Continue aqui, orkutando!

... Pois, é...
Passadas algumas horas, cá estou de volta!
E resolvi falar do criador do orkut, o próprio Orkut:
Orkut Buyukkokten.
Nomezinho esquisitinho, hein...
Que nem ele; esse cara estranho, que nasceu na Turquia e foi criado na Alemanha.
O Orkut foi para os Estados Unidos, há aproximadamente dez anos pra fazer doutorado em Ciência da Computação na Universidade de Stanford (Califórnia).
Como todo calouro, e para piorar estrangeiro, sentia dificuldade em conhecer pessoas e fazer amigos. Seu círculo de amizades se limitava a alguns colegas de sala e algumas pessoas que moravam no mesmo alojamento que ele. Ao tentar se aproximar de novas pessoas fora desse pequeno círculo sentia muita rejeição.
Ah, tadinho...
Dificuldade em conhecer novas pessoas fora do círculo de amizades atual.
Em uma grande universidade as pessoas se socializam pouco, passando muitas horas estudando ou usando o computador.
Daí, o Orkut explica como ele teve a idéia para criar um software de relacionamento:
Uma das melhores formas de se fazer novos amigos é através dos amigos dos amigos.
Quando um amigo te apresenta a uma nova pessoa, a chance de rejeição diminui, pois você transfere a confiança que tem no seu amigo para aquela nova pessoa que acabou de conhecer.
Essa rede de amizades é muito forte e pode levar a outros tipos de relacionamentos.
Para potencializar a capacidade das pessoas de formarem novas redes de amizade, aproveitando principalmente o fato de que elas passam muitas horas por dia usando o computador, ele imaginou que seria muito útil ter um software para ajudar as pessoas a se encontrarem online. Nascia a idéia do Social Software, ou software de relacionamento.
Bem, o resto você pesquisa, né?
Não vou cuspir tudo aqui pra você.
Apenas passei uma parte importante que foi a grande sacada deste carinha chamado Orkut.
E não se assuste:
É das pessoas estranhas que surgem as melhores idéias.
Estereotipadas e estigmatizadas pelos outros, são elas é que vão te surpreender.
Vai vendo!
E vá vivendo!
Orkuteie pouco, cuide mais de se ocupar e ocupar a sua mente!
Um abraço forte!
Ah!
E "pode me ler" que eu deixo!

domingo, 9 de novembro de 2008

Sobre apanhar


Apanhar vem do espanhol "apañar" e tem vinte e cinco significados diversos dentro do AURELIÃO:
1. Colher, recolher: Curvou-se para apanhar flores.
2. Tomar, segurar com as mãos: Apanhou o bebê e acariciou-o.
3. Segurar com força, agarrar: O vaqueiro apanhou o novilho, imobilizando-o rapidamente.
4. Levantar do chão: Apanhou, gentilmente, a luva que caíra.
5. Caçar ou pescar com rede, armadilha, etc: O menino lançou a tarrafa, apanhando vários peixes.
6. Prender, capturar, agarrar: A polícia apanhou o ladrão em poucas horas.
7. Tomar, pegar (um veículo): Saiu e apanhou um táxi.
8. Levantar, arregaçar: Apanhou o vestido para banhar os pés; Apanhou as mangas da camisa.
9. Apoderar-se, assenhorar-se de.
10. Roubar, furtar: Apanhou tudo o que pôde, no exercício do cargo.
11. Contrair, pegar (doença): Apanhar gripe.
12. Ser atingido por (chuva, vento, sol, etc.); tomar, pegar: Saiu sem agasalho e apanhou chuva.
13. Receber, sofrer, tomar, levar: Apanharás muitas lambadas pelas travessuras.
14. Obter, conseguir: Apanhou bom dinheiro com a venda.
15. Atingir, alcançar: Correu muito, mas, apanhou o fujão.
16. Utilizar, aproveitar: Apanhou a idéia e desenvolveu-a.
17. Entender, compreender, apreender, perceber: Apanhou rapidamente o sentido de minhas palavras.
18. Adquirir, pegar: Mudou-se para São Paulo e apanhou logo o sotaque da terra.
19. Alcançar (9)
20. Encontrar, surpreender, pegar: Sempre que apanhava o adversário desprevenido, aplicava-lhe um soco.
21. Fazer colheita; colher.
22. Levar pancada; ser espancado.
23. Perder em luta, guerra, jogo, competição desportiva, etc: Os italianos apanharam na Segunda Guerra Mundial; Meu time apanhou hoje.
24. Demorar ou encontrar grande dificuldade em fazer, resolver, compreender, aprender alguma coisa: Vai apanhar muito até resolver a equação.
25. Achar-se, ver-se, encontrar-se: Apanhando-se no poder, esqueceu os velhos amigos.

Nelson Rodrigues se referia a qual dos "apanhares" quando falou e escreveu: Toda mulher gosta de apanhar... ?!!
Sábio Nelson!
Burros somos nós, que interpretamos tudo ao pé da letra.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Desejo, necessidade, vontade


Estou querendo lançar outro livro.
Em setembro deste ano, participei de uma coletânea de contos e crônicas juntamente com outros autores roteiristas.
Todos recém-formados, recém-prestigiados, recém-extasiados, recentes neste novo mercado, que já começa a abrir portas.
Agora a idéia é lançar um livro solo ou em dupla, eu e meu amor, meu amor e eu.
Começo a pesquisar novas editoras, pois a experiência com a anterior deixou a desejar.
Não pelo fato da editora ser "xis" em questão, e sim pela falta de tato de quem organizou, fechou contrato, etc e tal.
Às vezes, para se lançar, não podemos contar muito com a ajuda e parceria alheia.
Na maioria das ocasiões, o empurrão e o saculejo vêm da gente mesmo.
As regras e as leis, é melhor fazê-las por nós mesmos.
Isso evita confusão, transtornos, desunião, uma série de tormentos.
O lance antigo do: "cada macaco no seu galho" e do atualíssimo: "cada um no seu quadrado" nos mostra que ninguém deve interferir no que é nosso.
"O que é nosso está guardado", é certo.
Quando desejamos muito uma coisa, cedo ou tarde ela acontece.
Você só tem que saber o que você quer.
O resto flui.
O vento só é favorável aos que sabem que direção estão tomando.
Eu sei disso, já pratiquei wind surfe e várias vezes me dei mal, por apenas deixar o vento me levar, sem saber pra que direção eu seguia.
Recomendo que você pense: O que você quer da sua vida?
Para onde quer que o vento te leve?
E você sabe como dominar o vento?
Se disse sim, não, você não sabe.
Porque o vento não se deixa dominar, não se deixa bater de frente.
Você tem que dançar com ele, ziguezaguear, senão ele te derruba.
Assim como temos que dançar, dar a vez, trocar idéias com os outros, podemos também moldar e adequar os nossos desejos, para que quando vierem, não nos derrubem de surpresa ou de imediato.
É de pé que nos transformamos.
Nunca sentados ou deitados.
Veja o foguete como sobe.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Agora é com você


É, Barack, você venceu.
Já sabíamos, não foi grande surpresa.
Daqui pra frente é esperar pra ver se vão deixar o senhor governar.
O senhor e a senhora Michelle que se cuidem; o país de vocês é uma fantasia, pura Disney World.
Maquiagens pesadas, quando estive aí eu vi.
Não só pelo rosto das moças, como também pela economia, pela democracia, pela segurança, pela liberdade, pelas ofertas de emprego... ops, sub-emprego... e por aí vai.
Mas então: Quem é o vice mesmo?
Vamos prestar atenção no vice, pois escondido, camuflado, na clandestinidade, talvez seja ele o super nome, o super poder, o dono do mundo, na sagacidade de estar fora do foco da midia.
Dona Michelle, aproveite e use todos os modelitos que tem direito.
Notícia boa é que já estão comparando a senhora com a eterna primeira dama: Jackie Onassis.
Só na pompa e elegância.
Outra boa notícia é que tem filme novo chegando em 2009 e para sua homenagem, dona Michelle, ela é uma princesinha negra que vive em Nova Orleans...
A princesa e o sapo.
Ver aqui: http://www.disneyanimation.com/projects/princessfrog/index.html
Vai ajudar a quem tem preconceito tirar isso da cabeça de vez.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Seguros


Está assim de gente precisando de um seguro.
Seguro para idiotice, seguro para mau caratismo, seguro para dor-de-cotovelo, seguro para dor de corno, para dor de ser um cara mal ou uma mulher má "comida" , seguro para mania de perseguição, ei !!!! Não é com você não! Vê se me erra, vai! Me esquece também.
Só gosto de quem gosta de mim, só agrado quem me agrada, e para quem não me admira, pode ter certeza, a recíproca é verdadeira.
Tolos, tolas e tcholas, por que não vão se "beliscar", mutuamente...
Querem uma mãozinha? Não, não dou a minha, não.
Minha mão não se suja por causa de mediocridade.
Minhas causas são outras.
Busco pessoas verdadeiras.
E quer saber?
Eu as encontro.
Sabe por que eu amo a Dona Beija, a dona de Araxá, a bela vivida na ficção pela mais bela atriz brasileira, Maitê, Maitê Proença, mas, sabe por quê?
Porque o lema desta dona era o seguinte, escrevi num pedaço de papel e guardei na minha gaveta quando assisti a um determinado capítulo da novela da finada emissora de TV Rede Manchete:
Ela dizia pro espelho:
"Viver bem é a melhor vingança".
Achei bonito. Concordei.
Passou a ser meu lema de vida também.
Estar sempre perto de pessoas boas e procurar viver bem.
E eu vivo muito bem.
Longe dos vermes e das pragas.
Distante dos seres rastejantes que volta e meia nos olham, nos secam e tentam nos abocanhar.
Mas já estou vacinada faz tempo!
Gosto de estar perto de coisas boas, gente boa, almas boas.
Elas existem.
E é para acreditar nisso, pois como diz a canção de um titã:
O mundo é "bão", Sebastião.
Assegure-se disso!
E: Cuidado pra não cair da bicicleta, cuidado pra não esquecer o guarda-chuva!!!
Salve Jorge!!!!!
Salve Jorge!!!!!
Salve Jorge!!!!!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Dia do cinema nacional


Hoje foi dia de cinema.
Cinemark Downtown desde cedo.
Onze e pouco da manhã já estava eu assistindo o filme de meu diretor brasileiro preferido, Fernando Meirelles, com seu "Ensaio sobre a cegueira".
Fiz como se fosse o Festival do Rio ou o Anima Mundi, anotei num papelzinho um OK de visto e a nota para cada filme que viria na sequência.
O "Ensaio sobre a cegueira" ganhou um sete e meio.
Fiquei frustrada por não saber por que a personagem vivida pela atriz Julianne Moore foi a única a não se contaminar pela cegueira coletiva. Se uma viva alma estiver lendo, por favor, me explique.
Muito obrigada, desde já, sim?!!!
Parei para o almoço e logo em seguida, por volta das duas e meia, lá fui eu e o meu amo, claro, sempre bem acompanhada, ver o filme do Waltinho Salles e da Daniela Thomas, "Linha de passe". Gostei, pero non mucho. A parte final do: "Anda, anda, anda" foi a mais marcante pra mim. De resto, serviu sem desmerecer o filme, que também é muito bom, mas me serviu mesmo para ficar cada dia mais atenta aos motoboys, que assaltam carros em sinais de trânsito quebrando num piscar de olhos o vidro do carona e rapidamente se apoderando de nossas preciosas bolsinhas, ainda bem que a minha não tem nada de valor, ufa! Bem, às vezes eu carrego a máquina fotográfica; mas deixa pra lá, esquece...
Terminada a sessão, eu e meu amor fizemos uma pausa para um café.
"Linha de passe" levou nota oito.
Em seguida, fomos direto ao "Estômago". E que filme bom! Inteligente, divertido, nojento, delicioso, feio, bonito, perfeito, maravilhoso... Fazia tempo que não via um filme nacional tão bom! Eu dei dez pra ele!
Gostaria que este fosse o eleito para representar o Brasil nos festivais mundo afora, ou que fosse indicado para a categoria do Oscar de melhor filme estrangeiro.
Se bem que ele já ganhou vários e vários prêmios no ano de dois mil e sete. Foi o o grande vencedor do Festival do Rio ano passado, é fato.
E é sério, palmas para este novo diretor brasileiro: Marcos Jorge.
Faça mais filmes, por favor, Marcos.
Mais um marco aí, porque você entende bem desse negócio chamado cinema.
Cinema de verdade.
Que nos move.
Não estou comovida, estou movida!
Movimentada mesmo!
Gostei, gostei, gostei!

sábado, 1 de novembro de 2008

Belíssima




Ela fala italiano, fala francês, fala inglês...
Sexy, provocante, inteligente
Elegante, sorridente
Feliz, brava e bela
Cantante, cantora, modelo, modela
Jovem aos quarenta
Perfeita, uma estátua viva
Sedutora, rouca, louca
Casada com Sarkozy, fotografada
Celebridade
Ela e o presidente
Belo casal
Uma bela história
Cara, que mulher perfeita é essa?
Ainda toca o seu violãozinho
Se eu pudesse ser outra
Uma nova mulher
Queria ser ela