sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Registros humanos pela ótica simples


Nossa vida é feita de ficção.
Nós somos ficções ambulantes.
Ouvi dele:
Contardo ...
Bom escritor.
Mas Contardo de quê?
Não peguei seu sobrenome.
Mas ...
Dane-se.
Dane-se o mundo.
Dane-se o tempo, o passado e o futuro.
Dane-se o medo, a loucura, a razão.
Não me diga mais quem foi, quem é, quem será
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa tudo acabar
Deixa tudo passar
Dane-se a hora, cedo ou tarde.
Dane-se o filme, a história, o ator.
Dane-se a capa, a foto, o encarte.
Dane-se nada, dane-se tudo.
Dane-se o emprego, o salário, o patrão.
Dane-se o raso, se dane o profundo.
Dane-se o verso, a rima também.
Todos os registros um dia vão se danar.
Apesar de tudo...
Soltos ou ordenados
Registros ou rabiscos.
Marcas, nomes, sobrenomes.
Lembrei:
Calligaris.



quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Por que gentileza gera gentileza?...

Simplesmente gentileza gera gentileza porque as atitudes nos revelam, nos põe em cheque, nos consagram ou nos destroem, nos fazem ter bons ou maus relacionamentos.
Ficamos todo o tempo expostos para quem nos vê, para o mundo.
Seja o seu mundinho ou seja o meu mundinho; o que fazemos de bom com os outros volta para nós.
Estar atento, atenta...
Ser solícito, solícita...
Ser presente, se fazer entender...
Ser generoso, generosa...
Amigo, amiga...
O que falta para certas pessoas enxergarem que existem outros umbigos por aí?
Será que o delas é tão bonitinho assim que só conseguem olhar para si e achar que só elas têm probleminhas, problemões, ou que são mais racionais, mais inteligentes , mais espertos, mais, mais, mais... ?
Pois eu digo: São menos, menos, menos.
São seres inseguros, que mentem para si e para os outros, pessoas que gostam de analisar terceiros, mas que não se analisam.
Então, quer saber?
Busco outras.
Quando essas, egoístas precisarem de mim, eu ajudarei.
Estarei presente, me doarei, serei servil, serei boa.
Pra que me igualar?
Meu umbigo não foi para o lixo.
Muito menos achado lá.
Quem sabe o delas, dessas pessoas...
Pouco ou nada safos...

domingo, 17 de agosto de 2008

Coisas que você pode dizer só de olhar para ela


Hoje de manhã fui à banca comprar jornal.
Levei minha cachorrinha pincher para aproveitar o passeio.
Ao chegar lá, não entrei com ela; esperei com toda a calma um jovem pai e seu filho saírem de dentro da banca. Conheço bem do que minha pincherzinha é capaz. Mordedora de calcanhares, sem-vergonha ela...
Mas por falar em sem-vergonhice, meu ouvido quando quer, funciona bem. Percebi o diálogo entre o senhor da banca e o jovem pai:
-Escolha um desses filmes, é brinde da banca.
Vi o pai relutando, e o senhor insistindo para que ele levasse um DVD gratuito.
Logo que saíram, pai e filho, eu afastei a cachorrinha das pernas e pés deles, para que estes ela não mordesse.
O senhor da banca, cheio de gracinhas, foi logo brincando:
-Ela cresceu mais um pouquinho, hein!
Respondi também brincando:
-Nada! Ela só diminui! Cada dia menor!
E do lado de fora da banca, pedi o jornal. Vi que ele enfiou numa sacola plástica só o jornal, bem recheado por sinal. No instante seguinte, perguntei sobre os brindes, os filmes “zero oitocentos” e quis saber se ele não havia me oferecido porque eram todos infantis.
Afinal, tinha oferecido para o pai da criança.
Só aí ele me falou:
-É que não sobrou quase nenhum.
E me apontou dois DVD’s : Um era “Uma cilada para Roger Rabbit” e outro que não lembro o nome, na verdade nem li, porque na capa estava a face de um ator que eu não sou muito chegada, me desculpem seus fãs, mas não gosto muito do Robin Williams.
Ele fez e faz filmes ótimos, mas o que eu posso fazer? Vejo a cara dele e não gosto. Não sei explicar esse sentimento. É estranho, confesso. Mas há uma antipatia boba de minha parte. Apenas este ator ainda não me cativou. Nada que seja para sempre.
O senhor da banca percebeu que eu estava interessada em outro tipo de filme e tirou da cachola, debaixo dos panos, ou coisa parecida, outro DVD:
- Ah! Achei este aqui. É que todo mundo está levando só os romances, mas sobrou esse.
Naturalmente, ele queria me empurrar um filme infantil e eu até levaria “Roger Rabitt” pois não é nada mal, mas como ele me mostrou o tal romance, falei:
- Bem, vou levar este drama aqui.
Era drama, não era romance.
Vim para casa carregando a sacola de jornal, seus recheios dominicais, um chocolate “Batom, da Garoto” e o filme que eu, há anos, já até namorava nas locadoras, mas que sempre achei que fosse chato. Deixava para depois, quem sabe um dia eu o alugaria, naturalmente para ver sozinha, claro. Um filme para mulheres. “Coisas que você pode dizer só de olhar para ela”.
A surpresa até foi boa quando comecei a assistir ao filme.
Um filme de Rodrigo Garcia. Quem seria esse diretor? Nunca ouvi falar nele antes.
Passado o filme, as famosas atrizes Glenn Close, Cameron Diaz, Calista Flockhart, Holly Hunter, Kathy Baker, Amy Brenneman, Valéria Golino, passadas as ótimas histórias entrelaçadas, momentos íntimos de cada uma dessas mulheres e suas personagens, angústias, desejos e solidão, uma médica, uma gerente de banco, uma policial, uma escritora de livros infantis, uma cega, uma que sofre de grave doença, fui saber sobre o diretor, Rodrigo Garcia.
Li nos extras sobre ele. Vi que é filho do premiado escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez. Por isso a sensibilidade do filme, a sua delicadeza ao tratar de assuntos corriqueiros e comuns do dia a dia.
A genética faz dos homens safo, procriarem igualmente assim seus filhos.
“Coisas que você pode dizer só de olhar para ela”; escrito e dirigido pelo filho do homem.
E agora, com licença; vou catar no armário para finalmente ler mais um livro de minha lista de espera. Chegou a hora de ter você comigo, “Cem anos de solidão”.
Obrigada, senhor da banca.

sábado, 16 de agosto de 2008

OLIMPÍADAS



Nadadores, velocistas, jogadores de voley, de futebol, ginastas, entre outros...


Everybody:


Golden boys and golden girls!


Senhores e senhoras:


Tudo isso em Pequim.


Super safos heróis!




quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Os animais também são "SAFO"




E veja como são!


Deu certo a mistura!
Até dormem juntas!

domingo, 10 de agosto de 2008

O que o louco tinha na cabeça?


O que o louco tinha na cabeça, o goiano, pra matar a menina, inglesinha?
Hoje, vendo o Fantástico, na Globo, vi que ele era filho de uma faxineira que está na Inglaterra ilegalmente.
E eu pensando que o ser era fiho de uma diplomata ou pessoa influente, já que o mesmo tentou subornar policiais goianos afirmando por telefone a um deles que poderia arranjar trinta ou cinquenta mil reais a fim de ficar livre das grades.
Por sorte, era um policial goiano...
E por azar dele, do louco, do perturbado, do psicopata, ele estava em Goiás.
Não conheço esta terra, e depois desta notícia, nem quero.
Uma terra boa, mas que fabricou uma mulherrrrrr, será que ela é de lá?
Tomara que não seja, assim eu me retrato.
Bem, mas esta mulher foi capaz de ter um filho; soube que tem outro e está fugida; arrumou as tralhas e se mandou com o outro coitado; daí pra frente não sei, mas pra trás, ela tornou-se ilegal com filhos a tira-colo e putz, ainda assim usou um dos filhos para armar um esquema casamenteiro.
Segundo a mãe da vítima, sua filha, maior de idade lá e menor de idade aqui, foi seduzida, aliás, se apaixonou pelo tal, quando o viu numa quadra de rua jogando futebol com os amigos.
Dali em diante, a paixão dela por ele aumentou e aconteceu deles virem ao Brasil. Armação para o filho desta mulherrrrr se tornar cidadão inglês.
A pobrezinha se apaixonou por um pé rapado que nem a trouxe para o Rio de Janeiro ou para a Bahia. Ela não viu o litoral de nenhuma outra cidade brasileira. Não conheceu uma cidade grande com cinemas, teatros, shows, bares, livrarias, cafés, feiras hippies, universidades.
A menina inglesa foi parar num fim de mundo, me desculpem os goianos, mas nem eles gostam de lá. Os que podem saem. Só voltam para passar as férias com a família ou comprar fazendas e cabeças de gado.
As chapadas ficam longe da cidade. Não contam. Goiás tem suas belezas, mas não no lugar onde foi parar a inglesinha.
A forma como ele a matou foi cruel, foi drástica.
Ela quis ir embora e ele não deixou.
Percebeu a furada e não soube sair.
Não soube se safar a pobre menina.
Pudera, dezesseis anos.
Meninas de dezesseis anos pra mim não podem ser consideradas maiores de idade.
Não sabem se defender, se acham espertas demais.
Vendo o desespero de sua mãe na TV percebi o quanto os pais fundamentam a nossa vida.
Uns nos deixam largados, outros nos manipulam.
E o resultado está aí.
O equilíbrio dos pais, a dosagem de não ser oito nem oitenta é que salva os seus filhos.
Senão, é morte ou prisão.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O que vai e o que fica

Salvarei neste instante meus escritos daqui para outra fonte.
A Internet é um armário virtual nada seguro.
Em poucos segundos todo o seu vasto conteúdo pode ir embora e viajar para o espaço, não se sabe qual.
Daí, não volta, nem percorrendo horizontes e mares nunca dantes explorados.
Tudo some de repente.
Se esvaece.
Tão rápido como a velocidade da luz.
Tão soturno quanto o episódio que tirou de Alexandria, no antigo Egito, a sua grande biblioteca.
Ela, que foi uma das maiores bibliotecas do mundo, simplesmente se esvaiu.
Destruída por um incêndio, após o rei Ptolomeu do Egito, pai de Cleópatra, a amante de Julio Cesar, ter construído o Templo das Musas (Museum), grandes pensadores que frequentaram a biblioteca e o museu de Alexandria incluíam a lista de nomes, uma pena seus registros terem sido queimados. Grandes gênios do passado.
Hoje, a informação passa mais facilmente de um a outro cidadão comum, bem letrado ou mal letrado, através de telas de computador.
Livros continuam sendo a fonte de leitura mais segura, mais séria, mais compromissada.
Até porque, quando lançados, suas cópias, mesmo que poucas, garantirão a eles a salvação para novos incêndios e infortúnios.
Mas na Internet, o mundo é bem diferente.
Uma vez publicado seu texto num site, quem garante que ficará resguardado?
Então, para não se perder em outras linhas, os considerados bons relatos serão salvos.
Antes que eu não os consiga safar.