De mim suor frio escorre e um tremor toda me prende. Mais verde que erva estou - e bem morta, por bem pouco, pareço... Mas tudo é para ousar... fr. 31 V
quarta-feira, 21 de maio de 2025
terça-feira, 21 de maio de 2024
Elogio às inundações
Essa coisa de seguir o fluxo e se deparar com a falta de compromisso e de responsabilidade afetiva mexeu demais com minhas estruturas...
Eu sei exatamente porque não me tornei cônjuge nem gerei outras criaturas.
E isso tem me custado muito caro.
Escolher a liberdade de ir e vir, mas ao mesmo tempo permitir que extravasassem as minhas barreiras, mesmo afirmando que tudo tem limite, me jogou num espaço vazio.
Enquanto sucumbi em determinados patamares de minha existência: meus valores, minha dignidade, minha firmeza, minha força, meus anseios, minhas dores e dissabores... ainda assim me mantive de pé, mesmo com o chão alagado.
É que tive que me virar sozinha em diversos momentos cruciais, sempre cambaleando e tomando decisões poucas vezes acertadas.
Época boa quando não precisava me relacionar com estranhos.
Em família as pessoas se sentem mais seguras, pois estão quase certas de que, se a corda arrebentar, terão algum pilar no qual possam se sustentar, ou mesmo se refugiar.
Então eu, por não ter dado importância a esses detalhes, me preenchi de mim mesma e de repente notei que percorri uma nascente que não transbordava em nenhum lugar.
Ela se alimentava dela mesma. Nascia e morria, escorria, desaguava e secava num vai e vem enigmático onde o redemoinho não cessava.
Magia? Imagina!!!
Embora outros seres olhassem de longe e percebessem o que estava acontecendo, não poderia vir deles o auxílio.
Era problema único e exclusivamente de mim mesma essa auto ajuda.
Entretanto, as paixões, as admirações, os entusiasmos, os encantamentos, as uniões e desuniões ocorriam naturalmente. Tudo sem calcular o risco.
Emocionante, não?!!
Eis que eu, eu mesma e minhas auras e energias vitais colapsaram, realmente se cansaram.
Elevados são os humanos que não abandonam seus elos por questões de ferimentos. Todos os dias a gente se fere, é só prestar atenção no curso da vida.
Espiritualidade, empatia, educação, equação, eixo, enlaces...
Emergencialmente precisamos entender que somos todos carentes de muitos afetos e que a solidão mata todos os fluxos da vida.
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
domingo, 7 de março de 2021
quarta-feira, 8 de julho de 2020
O protagonismo da mulher no futebol
Não é de hoje que as mulheres acompanham os campeonatos de futebol.
Embora muitas confessem que só se interessaram pelo esporte por causa de seus pais, irmãos ou namorados, algumas aderiram por conta própria.
Somando o número total das pessoas que frequentam os estádios, obviamente encontraremos em maior escala, o público masculino; apesar delas já estarem lá, em grande escala, seja com as amigas em busca de aventuras pós jogo, seja com a família, para depois do espetáculo no gramado irem gastar o restante de sua noite numa boa pizzaria ou churrascaria.
E o assunto da mesa, no final do jogo, qual será?
Vocês acham que a mulherada vai querer falar sobre maquiagem, cabelos ou ginástica?
Vão nada! Elas querem mais é entrar na roda da conversa sobre os acontecimentos que rolaram no campo.
Da trajetória da bola no pé do craque da vez, ao juiz que deixou de marcar um pênalti, até o jogador que chutou mal aquele escanteio cobrado, nossa, ...elas vão falar muito!
E ainda vão querer palpitar sobre o goleiro que não conseguiu impedir aquele gol do time adversário.
Vão dizer que ele é frango! Vão falar que o juiz é ladrão. Irão mencionar que o técnico é fraco.
Ah, mulheres! Tão diferentes e tão iguais!
Ainda bem que os homens aceitaram suas vozes e suas impressões também no jornalismo esportivo! Afinal, esse protagonismo precisava de mais mulheres dialogando entre si e com os homens.
Embora muitas confessem que só se interessaram pelo esporte por causa de seus pais, irmãos ou namorados, algumas aderiram por conta própria.
Somando o número total das pessoas que frequentam os estádios, obviamente encontraremos em maior escala, o público masculino; apesar delas já estarem lá, em grande escala, seja com as amigas em busca de aventuras pós jogo, seja com a família, para depois do espetáculo no gramado irem gastar o restante de sua noite numa boa pizzaria ou churrascaria.
E o assunto da mesa, no final do jogo, qual será?
Vocês acham que a mulherada vai querer falar sobre maquiagem, cabelos ou ginástica?
Vão nada! Elas querem mais é entrar na roda da conversa sobre os acontecimentos que rolaram no campo.
Da trajetória da bola no pé do craque da vez, ao juiz que deixou de marcar um pênalti, até o jogador que chutou mal aquele escanteio cobrado, nossa, ...elas vão falar muito!
E ainda vão querer palpitar sobre o goleiro que não conseguiu impedir aquele gol do time adversário.
Vão dizer que ele é frango! Vão falar que o juiz é ladrão. Irão mencionar que o técnico é fraco.
Ah, mulheres! Tão diferentes e tão iguais!
Ainda bem que os homens aceitaram suas vozes e suas impressões também no jornalismo esportivo! Afinal, esse protagonismo precisava de mais mulheres dialogando entre si e com os homens.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
Viva toda a ousadia
No final de cada ano, todos fazemos um balanço de vida pra lá de comum e descobrimos ao fazer isso, que o bom mesmo é criar algo novo e diferente, avançar por territórios ainda inexplorados, em vez de se fixar nas tão batidas retrospectivas.
Ao pensar nisso, decidimos, eu e uma amiga, que todas as terças-feiras do calendário romano faríamos uma conversa informal sobre assuntos do cotidiano, e que o horário ideal seria no final do dia, sempre às nove e meia da noite com uma duração de cinquenta minutos. Depois esse tempo iria gradualmente sendo minimizado, editado, enxuto. Combinado isso, agora era a vez da nossa conexão entrar ao vivo e a cores. E ela surgiria de onde? A princípio, do Instagram, um canal de aparições onde você verticalmente pode encarar e olhar frente a frente tudo o que acontece, sem precisar dar cara à tapa, sem sentir dor, sem punição, sem piedade e sem pieguices.
Somos dessas amigas despretensiosas com mais de quarenta anos de idade, porém com vinte e poucos anos de idade mental, e isso é tão pouco normal, sendo que exatamente por isso, a união é especial e ideal. Duas mulheres falando de cidades diferentes e distantes, sozinhas, sem marido, sem filhos, sem neuras, sem amarras, com objetividade, com razão, com emoção, tudo dentro de um físico legal, nos conformes, nos informes e abordando tudo, ou quase tudo.
Afinal, o lema é ousar dentro e fora da net e nela poder falar de qualquer assunto; hummmm... bem... bom... mais ou menos!
Vale lembrar: somos originais, correm por nós vasos e veias cômicas. Logo, diante de tantas coisas clichês ou banais, estamos lançando o "Ousando na Net"!
Pode vir, pode olhar, vem sorrir e vem seguir a gente!
Vá buscar o vinho, nós já mandamos te entregar o pão!
Do Instagram, ao vivo todas às terças, entramos na sua casa também pelo Youtube, a qualquer hora do dia! Só nos buscar clicando em : ousandonanet e estaremos lá a postos para te fazer ir mais longe do que rir: gargalhar!
segunda-feira, 6 de maio de 2019
O podcast apagado
Em meados de dois mil e dezesseis até o final do ano de dois mil e dezessete, um grupo de amigos do Rio de Janeiro se reuniu para fazer um podcast.
A ideia e a execução deram super certo, vários episódios foram gravados e os assuntos, dos mais variados, eram escolhidos através de encontros virtuais combinados por Skype pelo grande criador, desenhista e crânio, rei dos temas polêmicos que de repente se rebelou.
"O MAU E O MAR"...
Ele passeava pelo consciente e inconsciente de cada ser que caía em sua teia.
Depois desenhava na boa e na sua maneira a cara alheia.
Não, ele nunca titubeia, quer saber da vida que nos permeia.
No passado criou personagens, deu vida, deu fala e desenhou até quem lhe chateia.
Conduziu bem um programa de entretenimento que pela internet, em alguma nuvem passeia.
Seu sítio já esteve cheio de animais adestrados, uns, metade humanos, outras, sereias.
Gostava de abordar temas que circulavam das águas paradas até as cachoeiras.
É Mau, é Bom, é o Mal e é o Bem, vai muito além.
Você pode tentar recuar, tentar desvencilhar, desviar o olhar, parar de falar.
E logo será pego de surpresa, assim que relaxar.
Nem vem, nem tente segurar ou subestimar esse homem com careca de neném."
E assim, foice.
Foi-se tudo.
Desistiu sem mais nem menos e jogou tudo para o alto.
Zuniu para bem longe de nossos ouvidos.
Bubblepod não mais pôde.
Mau Mau, bebê zangou.
E para o espaço de seu armazenamento nebuloso, em algum baú ficou.
Enterrou o projeto e criou outro, que de bolha virou cal, de isca virou um peixe grande chamado Cassandra.
sexta-feira, 15 de março de 2019
Os cinco sentidos do nada
O que se escreve quando se pensa que já se viu de tudo?
Se sesse...
Não, você não viu de tudo ainda.
Te falta.
Há muito mais o que se ver.
Para quem fica, continua a ouvir e a quem possa interessar assistir essa louca história da vida, aqui estamos presenciando entorpecidos ou eletrificados, as causas e efeitos do viver um dia após o outro.
Micróbios, animais e vegetais, somos um todo funcionando loucamente de maneira patética, histérica, mórbida, crítica, insensata, racional, dinâmica, estúpida, eu diria até surreal, enigmática, porém ambiciosa de respostas e refém de nós mesmos.
O que faz termos amor ou raiva, estudarmos antropologia ou matemática, comunicação ou medicina, tomarmos fortificantes ou venenos, criarmos ou eliminarmos coisas?
O que nos torna seres completos ou faltando pedaços?
O que nos impulsiona a ir ou deixar, encontrar ou desencontrar, cavar ou empurrar, armazenar ou esvaziar?
Onde está o eixo de tudo?
O que ocasiona o monte e o desmonte do quebra-cabeça?
Qual o comando do universo?
Ou é o caos que realmente reina?
Para que tanta dor ou prazer?
Pra que tanto barulho?
E o silêncio? Ele responde alguma coisa?
Se o silêncio acalma as almas, por que ganhamos a visão? É para ver o horror e a beleza gritante das coisas e depois dizer chega.
Por que temos o tato? É para tocar e sentir as texturas e tamanhos, sentir dor, sentir a pressão, o calor, o frio e depois dizer basta.
E por que o olfato? Para percebermos o cheiro bom e ruim de tudo.
Para que serve o paladar? Para descobrirmos o gosto, o sabor, a doçura, a amargura, o azedume e o sal do que comemos e bebemos.
E para que serve, por fim, a audição? Seria ela o último sentido, já que o silêncio é o que nos espera, depois de tanto ver, crer e não mais crer?
O que nos torna seres completos ou faltando pedaços?
O que nos impulsiona a ir ou deixar, encontrar ou desencontrar, cavar ou empurrar, armazenar ou esvaziar?
Onde está o eixo de tudo?
O que ocasiona o monte e o desmonte do quebra-cabeça?
Qual o comando do universo?
Ou é o caos que realmente reina?
Para que tanta dor ou prazer?
Pra que tanto barulho?
E o silêncio? Ele responde alguma coisa?
Se o silêncio acalma as almas, por que ganhamos a visão? É para ver o horror e a beleza gritante das coisas e depois dizer chega.
Por que temos o tato? É para tocar e sentir as texturas e tamanhos, sentir dor, sentir a pressão, o calor, o frio e depois dizer basta.
E por que o olfato? Para percebermos o cheiro bom e ruim de tudo.
Para que serve o paladar? Para descobrirmos o gosto, o sabor, a doçura, a amargura, o azedume e o sal do que comemos e bebemos.
E para que serve, por fim, a audição? Seria ela o último sentido, já que o silêncio é o que nos espera, depois de tanto ver, crer e não mais crer?
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Verão 90 ... Nossa história daria um filme
Duas adolescentes estavam combinando de sair para uma boate da moda dos anos noventa da Barra da Tijuca: Olimpizza.
A Olimpizza ficava aonde era o antigo Bali Bar, no Itanhangá.
O pai de uma delas se prontificou a levá-las e depois até buscá-las na boate.
Uma das meninas, a filha do pai, estava mais empolgada que a outra.
A outra estava neste dia meio de baixo astral e foi mais pela amiga animada.
O pai da amiga animadinha era meio atrapalhado e no caminho, quase chegando ao lugar, se envolveu em uma batida, na verdade uma batida de leve.
O carro da frente freou bruscamente fazendo com que o carro dele encostasse a sua dianteira sem amassar e logo atrás veio outro carro que bateu mais forte em sua traseira, aí sim, amassando-a e deixando o pára-choque e o cano de descarga pendurados. Prejuízo para o pai da menina animada.
Logo, chegou a polícia para vistoriar o acontecido e pedir os documentos dos motoristas envolvidos no pequeno acidente.
Constataram que o pai da mais animada não portava os documentos do carro e nem a identidade. Liberaram os outros veículos onde os donos apresentaram seus documentos.
A menina que não estava tão animada se desesperou e queria ligar de qualquer maneira para o seu pai a fim de pegá-la e tirá-la dali, pois não agüentava mais aquela lengalenga dos policiais discutindo o que seria feito com o senhor sem documentos.
Ela quis atravessar a passarela para ligar de um orelhão para o pai e pediu que a amiga a acompanhasse, mas foi em vão, porque o pai da menina mais animada botou as duas no carro dele para levá-las de volta pra casa e com os policias fazendo a escolta num opala camburão.
O intuito dos policiais, a princípio, era pegar os documentos e fazer o registro de ocorrência que faltava realizar naquela noite que parecia entediante.
Mas, a menina menos animada, sentada dentro do carro do pai da outra animada, do banco de trás, começou a espernear e dizer ao senhor que parasse o carro que ela queria saltar, pois na sua cabecinha, o carro estaria explodindo ou a ponto de uma explosão. Ela via fumaças e fogo quando olhava para trás e ouvia o barulho do cano de descarga se arrastando no asfalto da longa avenida.
O pai da menina animada nem corria, estava calmo e dirigindo devagar, sendo seguido pelos policiais.
A menina menos animada não se acalmou de jeito nenhum e o pai da mais animada deu a idéia de elas trocarem de carro e entrarem no camburão policial.
O pai, então, fez sinal de que ia parar e disse aos policiais que elas seguiriam com eles.
Ambas ao entrar, já estranharam aquele carro, que mais parecia uma prisão ambulante, pois o opala quatro portas dos policiais tinha uma divisão em grade que separava os dois passageiros da frente dos outros passageiros traseiros.
A partir daí, seguiram elas, as meninas, no carro dos PM's e o pai da menina animada, sozinho, no seu Del Rey velhinho e dirigindo devagarzinho para não acabar de vez com o pára-choque e nem fazer cair o cano de descarga que andava solto depois da batida.
No carro dos PM's, a coisa ia tomando outra dimensão.
Eram eles, um grisalho e um moreno bigodudo. O grisalho, metido a esperto e a garotão, e o moreno bigodudo, sério e introspectivo.
Quem dirigia era o grisalho fanfarrão. O moreno estava no carona, sempre quieto.
O grisalho olhou pelo espelho retrovisor e gostou do que viu. Daí começou a jogar conversa fora com as meninas, focando sempre na mais animadinha, porque ela parecia ligada numa pilha, estava elétrica e falante.
A outra, mais calada, não dava conversa, só observava e refletia.
O grisalho resolveu jogar verde, perguntando se elas saíam para beber.
A animada se empolgou e disse até pra onde elas estavam indo curtir a noite antes do pai dela bater o carro.
Pronto, o PM grisalho descobriu a fórmula de puxar mais papo e ainda ficou no elogio, dizendo que elas eram meninas muito bonitas, perguntando se tinham namorado, se os pais as deixavam namorar e aquelas baboseiras de sempre, típica dos machistas.
O grisalho era tão cínico, mas tão cínico, que ao reparar no carro do pai da animada, que andava a vinte ou a trinta quilômetros por hora, ligou a sirene do camburão e disparou pela avenida a mais de oitenta.
O PM moreno bigodudo continuou imóvel.
A menina mais animada continuou nem aí.
A menina menos animada foi quem iniciou uma série de perguntas:
Por que está correndo? Por que ligou a sirene? O que aconteceu que parou de seguir o carro do pai da minha amiga?
E o PM grisalho ia respondendo.
É a minha filha! Ela está com o namorado naquele carro ali na frente. Sei que é ela. Eu tenho que seguir!
A menina menos animada continuou a perguntar.
Mas em que carro sua filha está?
O PM grisalho deu uma péssima resposta.
Ali, naquele Passat branco.
Nisso, a menina menos animada pensou rápido. E caramba, não havia nenhum Passat branco nem nenhum carro de cor branca tanto na frente quanto atrás ou dos lados da pista expressa.
A menina rezou para que ele não seguisse reto com o carro, pois a reta era em direção ao Recreio dos Bandeirantes, que naquela época, não tinha nada, nem iluminação noturna, nem casas, só matagal.
E por sorte, o PM seguiu assim que passou o Barrashopping em direção a Jacarepaguá, mas não teve tempo de se perder na estrada escura com seu cúmplice e as duas vítimas.
Assim que ele virou, as luzes do supermercado Carrefour e de sua churrascaria Pampa iluminaram a menina menos animada e ela gritou.
Pode parar o carro, por favor, que eu estou passando mal e acho que vou vomitar!
Foi o PM moreno bigodudo quem arregou.
Pára este carro, cara, não está vendo que ela vai vomitar aqui dentro e vai feder tudo?
Só assim o grisalho parou.
E no que parou, a menina menos animada abriu a porta do opalão dos PM's e correu, correu muito e foi gritando enquanto corria pelo nome da outra. Corra!
Só aí a menina animada percebeu o que poderia estar acontecendo ou o que poderia chegar a acontecer.
E correu.
Mas o grisalho também saiu do carro para acompanhar a animada que corria logo atrás.
A menos animada imaginou mil coisas em sua cabecinha de vento. Achava que seria morta ali, com um tiro pelas costas, mas melhor seria morrer assim do que estuprada e jogada num valão por aqueles dois porcos.
E assim continuou correndo, até chegar esbaforida dentro da churrascaria e pedir por um telefone.
Passava de meia noite e ainda jantavam ou fechavam a conta clientes que logicamente, ficaram assustados com todo aquele alvoroço.
Quando a menina menos animada pegou o telefone, ligou direto para a casa dela e pediu ajuda. Finalmente conseguiu falar com o pai.
Mas o PM grisalho não se deu por vencido. Ainda ficou tentando ridicularizar a menina na frente de todos da churrascaria. Dos garçons aos clientes e aos recepcionistas e caixas.
Antes de chegar de braço dado na churrascaria com a outra menina animada, passou ordens ao PM moreno bigodudo que fosse até a casa do pai da animada e trouxesse-o para provar que era bonzinho.
Tentou fazer um discurso de bom pai e zeloso pela segurança da filha que não convenceu ninguém, nem a ele mesmo.
Voltou para o seu camburão junto do outro PM sem nada ter conseguido daquelas duas meninas.
Os pais de ambas as levaram embora e a menina menos animada ainda teve que ouvir de sua mãe a seguinte frase:
Antes tivesse morrido no carro do pai de sua amiga, um santo homem. Mesmo queimada, ia morrer feliz e no céu. Imagina ter que passar por tudo isso e ainda por cima nos tirar da cama a esta hora.
E hoje, a gente pensa:
Ah, maldito celular, se você já existisse...
O carro da frente freou bruscamente fazendo com que o carro dele encostasse a sua dianteira sem amassar e logo atrás veio outro carro que bateu mais forte em sua traseira, aí sim, amassando-a e deixando o pára-choque e o cano de descarga pendurados. Prejuízo para o pai da menina animada.
Logo, chegou a polícia para vistoriar o acontecido e pedir os documentos dos motoristas envolvidos no pequeno acidente.
Constataram que o pai da mais animada não portava os documentos do carro e nem a identidade. Liberaram os outros veículos onde os donos apresentaram seus documentos.
A menina que não estava tão animada se desesperou e queria ligar de qualquer maneira para o seu pai a fim de pegá-la e tirá-la dali, pois não agüentava mais aquela lengalenga dos policiais discutindo o que seria feito com o senhor sem documentos.
Ela quis atravessar a passarela para ligar de um orelhão para o pai e pediu que a amiga a acompanhasse, mas foi em vão, porque o pai da menina mais animada botou as duas no carro dele para levá-las de volta pra casa e com os policias fazendo a escolta num opala camburão.
O intuito dos policiais, a princípio, era pegar os documentos e fazer o registro de ocorrência que faltava realizar naquela noite que parecia entediante.
Mas, a menina menos animada, sentada dentro do carro do pai da outra animada, do banco de trás, começou a espernear e dizer ao senhor que parasse o carro que ela queria saltar, pois na sua cabecinha, o carro estaria explodindo ou a ponto de uma explosão. Ela via fumaças e fogo quando olhava para trás e ouvia o barulho do cano de descarga se arrastando no asfalto da longa avenida.
O pai da menina animada nem corria, estava calmo e dirigindo devagar, sendo seguido pelos policiais.
A menina menos animada não se acalmou de jeito nenhum e o pai da mais animada deu a idéia de elas trocarem de carro e entrarem no camburão policial.
O pai, então, fez sinal de que ia parar e disse aos policiais que elas seguiriam com eles.
Ambas ao entrar, já estranharam aquele carro, que mais parecia uma prisão ambulante, pois o opala quatro portas dos policiais tinha uma divisão em grade que separava os dois passageiros da frente dos outros passageiros traseiros.
A partir daí, seguiram elas, as meninas, no carro dos PM's e o pai da menina animada, sozinho, no seu Del Rey velhinho e dirigindo devagarzinho para não acabar de vez com o pára-choque e nem fazer cair o cano de descarga que andava solto depois da batida.
No carro dos PM's, a coisa ia tomando outra dimensão.
Eram eles, um grisalho e um moreno bigodudo. O grisalho, metido a esperto e a garotão, e o moreno bigodudo, sério e introspectivo.
Quem dirigia era o grisalho fanfarrão. O moreno estava no carona, sempre quieto.
O grisalho olhou pelo espelho retrovisor e gostou do que viu. Daí começou a jogar conversa fora com as meninas, focando sempre na mais animadinha, porque ela parecia ligada numa pilha, estava elétrica e falante.
A outra, mais calada, não dava conversa, só observava e refletia.
O grisalho resolveu jogar verde, perguntando se elas saíam para beber.
A animada se empolgou e disse até pra onde elas estavam indo curtir a noite antes do pai dela bater o carro.
Pronto, o PM grisalho descobriu a fórmula de puxar mais papo e ainda ficou no elogio, dizendo que elas eram meninas muito bonitas, perguntando se tinham namorado, se os pais as deixavam namorar e aquelas baboseiras de sempre, típica dos machistas.
O grisalho era tão cínico, mas tão cínico, que ao reparar no carro do pai da animada, que andava a vinte ou a trinta quilômetros por hora, ligou a sirene do camburão e disparou pela avenida a mais de oitenta.
O PM moreno bigodudo continuou imóvel.
A menina mais animada continuou nem aí.
A menina menos animada foi quem iniciou uma série de perguntas:
Por que está correndo? Por que ligou a sirene? O que aconteceu que parou de seguir o carro do pai da minha amiga?
E o PM grisalho ia respondendo.
É a minha filha! Ela está com o namorado naquele carro ali na frente. Sei que é ela. Eu tenho que seguir!
A menina menos animada continuou a perguntar.
Mas em que carro sua filha está?
O PM grisalho deu uma péssima resposta.
Ali, naquele Passat branco.
Nisso, a menina menos animada pensou rápido. E caramba, não havia nenhum Passat branco nem nenhum carro de cor branca tanto na frente quanto atrás ou dos lados da pista expressa.
A menina rezou para que ele não seguisse reto com o carro, pois a reta era em direção ao Recreio dos Bandeirantes, que naquela época, não tinha nada, nem iluminação noturna, nem casas, só matagal.
E por sorte, o PM seguiu assim que passou o Barrashopping em direção a Jacarepaguá, mas não teve tempo de se perder na estrada escura com seu cúmplice e as duas vítimas.
Assim que ele virou, as luzes do supermercado Carrefour e de sua churrascaria Pampa iluminaram a menina menos animada e ela gritou.
Pode parar o carro, por favor, que eu estou passando mal e acho que vou vomitar!
Foi o PM moreno bigodudo quem arregou.
Pára este carro, cara, não está vendo que ela vai vomitar aqui dentro e vai feder tudo?
Só assim o grisalho parou.
E no que parou, a menina menos animada abriu a porta do opalão dos PM's e correu, correu muito e foi gritando enquanto corria pelo nome da outra. Corra!
Só aí a menina animada percebeu o que poderia estar acontecendo ou o que poderia chegar a acontecer.
E correu.
Mas o grisalho também saiu do carro para acompanhar a animada que corria logo atrás.
A menos animada imaginou mil coisas em sua cabecinha de vento. Achava que seria morta ali, com um tiro pelas costas, mas melhor seria morrer assim do que estuprada e jogada num valão por aqueles dois porcos.
E assim continuou correndo, até chegar esbaforida dentro da churrascaria e pedir por um telefone.
Passava de meia noite e ainda jantavam ou fechavam a conta clientes que logicamente, ficaram assustados com todo aquele alvoroço.
Quando a menina menos animada pegou o telefone, ligou direto para a casa dela e pediu ajuda. Finalmente conseguiu falar com o pai.
Mas o PM grisalho não se deu por vencido. Ainda ficou tentando ridicularizar a menina na frente de todos da churrascaria. Dos garçons aos clientes e aos recepcionistas e caixas.
Antes de chegar de braço dado na churrascaria com a outra menina animada, passou ordens ao PM moreno bigodudo que fosse até a casa do pai da animada e trouxesse-o para provar que era bonzinho.
Tentou fazer um discurso de bom pai e zeloso pela segurança da filha que não convenceu ninguém, nem a ele mesmo.
Voltou para o seu camburão junto do outro PM sem nada ter conseguido daquelas duas meninas.
Os pais de ambas as levaram embora e a menina menos animada ainda teve que ouvir de sua mãe a seguinte frase:
Antes tivesse morrido no carro do pai de sua amiga, um santo homem. Mesmo queimada, ia morrer feliz e no céu. Imagina ter que passar por tudo isso e ainda por cima nos tirar da cama a esta hora.
E hoje, a gente pensa:
Ah, maldito celular, se você já existisse...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Vários Casos Abafados
Sim, temos muitos casos abafados no calor deste verão.
Estamos em Janeiro de 2019, dois mil anos depois de Cristo, e ainda existem tantas similaridades desde que o Salvador surgiu e sumiu da Terra.
O planeta nos dá e nos tira, dia após dia, de tudo um pouco, mas não há mais de uma dúzia de seres humanos que aprendam e consigam passar adiante melhores exemplos.
Tanta gente fazendo o bem e o noticiário se inclina nitidamente para a massa de pessoas poderosas que estão praticando o mal.
Em todas as áreas profissionais existem os medianos, os péssimos e os ótimos, porém a Igreja, seja de que religião for, por ser mais balanceada do que os outros setores que mandam, vence a categoria de boas notícias e de belos exemplos. Ganha, contudo não significa que saia ilesa de alguns escândalos.
Realmente, Ela é poderosa, está sempre no topo das paradas, equilibra muito bem os extremos, manipula mentes como nenhum outro setor faz; prova disso é que diariamente há matérias na TV, nos jornais, nas revistas e nas rádios sobre padres jovens ou párocos senhores, pastores, missionários e monges praticando ações de todos os níveis e para todos os nichos.
Enquanto isso, na política dos Estados brasileiros, na engenharia, na ciência e na medicina geral, estamos assistindo muito mais espetáculos de podridão do que de boas ações.
Sem entrar em detalhes, já sabemos de grande parte das manchetes nacionais.
Desabamentos e construções sem pilares...
No meio artístico o correto seria que os nossos ídolos ou nossos musos e musas não nos influenciassem, mas é difícil a gente deixar de se influenciar; são tantos apelos, tantas fotos e vídeos recomendando isto ou aquilo..., eles não têm posição.
Volta e meia estão de um lado, seguindo interesses difusos, conforme a grossura da corda. Se espalham, se abaixam, se levantam e a seguram na ponta ou no meio, para que a mesma não arrebente, porque cada profissional das artes está atrás de um patrocínio, e é absolutamente normal, dependem disso para seguir seu rumo.
Vivem de fantasia, idolatram os mortos, os herois e as heroínas da política, porém, estão seguindo os vivos, que ainda não foram queimados pelos arquivos...
Hoje não precisamos mais citar nomes, está tudo estampado nas redes sociais.
Mas amanhã precisaremos estar atentos, desde ontem há casos mais do que esclarecidos e outros nem tanto.
Afinal, o que querem os artistas?
Querem eles abafar casos ou se acalorar neles para deles se aproveitar por este ou por aquele motivo?
Tão menos problemáticos seriam desvendar certos casos, caso nossos artistas fossem apartidários.
Artista não tem nada a ver com poder, não tem que se meter, deve fazer o seu ofício, que é fazer graça ou drama, fazer rir e chorar, ser só um meio.
E o que está no meio, não precisa ir para as bordas, nem transbordar para fora das telas e dos palcos.
Logo eles que leem tanto, tão pouco entenderam que o melhor de ser artista não é inflar, é abafar o caso.
Enquanto isso, na política dos Estados brasileiros, na engenharia, na ciência e na medicina geral, estamos assistindo muito mais espetáculos de podridão do que de boas ações.
Sem entrar em detalhes, já sabemos de grande parte das manchetes nacionais.
Desabamentos e construções sem pilares...
No meio artístico o correto seria que os nossos ídolos ou nossos musos e musas não nos influenciassem, mas é difícil a gente deixar de se influenciar; são tantos apelos, tantas fotos e vídeos recomendando isto ou aquilo..., eles não têm posição.
Volta e meia estão de um lado, seguindo interesses difusos, conforme a grossura da corda. Se espalham, se abaixam, se levantam e a seguram na ponta ou no meio, para que a mesma não arrebente, porque cada profissional das artes está atrás de um patrocínio, e é absolutamente normal, dependem disso para seguir seu rumo.
Vivem de fantasia, idolatram os mortos, os herois e as heroínas da política, porém, estão seguindo os vivos, que ainda não foram queimados pelos arquivos...
Hoje não precisamos mais citar nomes, está tudo estampado nas redes sociais.
Mas amanhã precisaremos estar atentos, desde ontem há casos mais do que esclarecidos e outros nem tanto.
Afinal, o que querem os artistas?
Querem eles abafar casos ou se acalorar neles para deles se aproveitar por este ou por aquele motivo?
Tão menos problemáticos seriam desvendar certos casos, caso nossos artistas fossem apartidários.
Artista não tem nada a ver com poder, não tem que se meter, deve fazer o seu ofício, que é fazer graça ou drama, fazer rir e chorar, ser só um meio.
E o que está no meio, não precisa ir para as bordas, nem transbordar para fora das telas e dos palcos.
Logo eles que leem tanto, tão pouco entenderam que o melhor de ser artista não é inflar, é abafar o caso.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Maria de Deus
Nossa!
Faz tanto tempo que não venho aqui no meu blog...
E agora vim para dizer que o ano está terminando, e que dois mil e dezoito fecha suas portas com chave de ouro desmascarando mais um hipócrita religioso.
Seres humanos se valem da crença, da fé, do desespero alheio para ditar regras, comandar, usurpar, ordenar, humilhar, pisar com todo o peso em cima daqueles que são julgados como um rebanho de inferiores.
Geralmente o poder está no dinheiro e no sexo.
Sempre foi assim.
E nunca quiseram mudar.
Estranhamente são as mulheres que levantam as pautas de abusos morais e sexuais, mas não somente elas sofrem ou passam por determinadas experiências desagradáveis.
Ao que parece, homens lidam um pouco diferente nesse departamento, porque quando violentados, se calam, se envergonham, se fecham em seus pensamentos, e talvez depois se tornem seres violentos, perigosos, cheios de traumas. Quando adultos, boa parte passa a frequentar analistas (se têm dinheiro para gastar com o tratamento), mas não se curando, viram psicopatas da sociedade, em graus tolerantes, não nocivos a ponto de matar.
São eles, os caras que fazem as namoradas e amigas interessadas em gargalhadas, amor e sexo, mulheres de fino trato e também de gato e sapato.
Ao simples sinal de um mínimo poder aquisitivo, quem dirá um máximo, tratam mulheres igual a bibelôs e acompanhantes, bancando tudo, desde restaurantes e passeios, a viagens e passagens aéreas, tão logo não admitem uma troca justa neste sentido, ou seja, se eu te como, você me dá... Se eu sou o homem, você é a mulher, se eu te banco eu me aproveito de você, e você então, concorda calada e sorridente; é o tal ato machista e pré-histórico se repetindo, se reproduzindo, virando regra, e algumas delas, na imensa maioria, respeitosas e de família, ainda proclamam que tudo isso é lindo, romântico, ele será o meu marido e concordam.
Feminismo passa longe.
A vida é violenta e algumas mulheres não aprenderam isso.
Continuam errando em lutar pelos direitos femininos, porém aceitando mimos masculinos e berrando se eles as tratam como objetos.
Paranoicas para eles, controversas para nós mesmas, deprimentes e repudiantes.
Logo, muitas não sabem se defender de maus tratos, pois o costume é serem tratadas a pão de ló.
A hora é agora, está na vez das mulheres de todas as classes e idades saberem que a principal pessoa a nos defender somos nós mesmas.
Somos cidadãs adultas e formadas que conquistaram a sua liberdade de ir e vir, e temos voz, temos noções de direito e sabemos lutar com nossas armas.
Não precisamos de armas de Jorge nem de nenhum João de Deus.
Somos muitas, somos Marias, somos deusas, somos ninfas, somos poderosas, sim, nós somos.
Somos sinistras, somos feiticeiras, somos anjos e devemos ser do bem.
Juntas, somos fortes. O medo não pode nos calar.
A natureza nos deu o poder do grito, o poder do olhar e o poder da mão, do afastamento, do não.
Se os homens conseguem se livrar de mulheres loucas, chegou o tempo de conseguirmos nos livrar desses loucos também.
O mal estar não pode mais pairar em quartos fechados.
Dois mil e dezenove vem aí para abrir as janelas e deixar o sol entrar.
Que todas as Marias se valorizem e não se envergonhem de praticar a autodefesa.
Quem defende a Maria é ela mesma.
O instrumento principal da mulher é o cérebro, depois o sexo.
A religião é um paliativo a ser usado com cautela, para aliviar o que nos aflige, nos atormenta, mas não façamos com nós mesmas a besteira de entregar tudo na mão de Deus.
É um perigo achar que Ele resolve as nossas vidas, é um perigo deixar tudo a Deus dará.
Maria, pelo amor de si mesma, ensina Deus a ser bom, mostre um caminho da salvação que seja inverso ao dele, sem amarras.
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Demasiados Humanos
Vamos falar sobre tipos de humanos.
Existem tantos e são tão diversos.
Universo estranho, demasiado estranho.
Dos cromossomos XX aos XY...
Há algumas particularidades.
Os viúvos vivem a procura de outra companheira.
Querem companhia e parceria de verdade.
Os solteiros, não importa a idade, querem alimentar o ego.
Egoístas. Egocêntricos. Egofágicos?
Egofagia é o hábito de comer carne de cabra.
Mas podemos colocar as mulheres no meio deste significado.
Cabritas, nós. Cabras machos, eles. Ou senão, Bambis.
Já diziam os estudos de psicanálise:
O Ego serve como um mecanismo de defesa.
O Ego se desenvolve a partir da interação do humano com a realidade.
Realidade essa que nós mulheres desentendemos.
Somos valentes, esforçadas e tentamos compreender.
Mas não assimilamos a perdição de alguns homens.
Eu poderia ficar aqui horas dissertando sobre o assunto.
E a qual conclusão chegaria?
Nenhuma, nada poderia justificar esse desejo de desordem.
Se há um bloqueio masculino para com o feminino?
Talvez a única explicação seja o dinheiro.
Ou a forma como ele é ganho.
Primeiro o poder, depois a educação...
Vou submergir neste pensamento...
Como no filme que assisti ontem no cinema.
Submersão
Um casal que se encontra num hotel, pousada, retiro...
Seja lá o que for...
Eles se envolvem e desenvolvem laços em uma semana.
Do isolamento de dois seres completamente diferentes,
acontece a conexão, um sentimento arrebatador.
Saindo do vazio existencial para um preenchimento...
Emergem substâncias químico-amorosas, biomatemáticas.
Ela está contando as horas para mergulhar em desconhecidas águas.
Ele tem uma missão difícil em terras nem um pouco auspiciosas.
Lugar gelado, lugar quente.
Água, escuridão.
Terra, claridade.
Fundo ou raso.
Única certeza: as mulheres falam e contam sobre suas vidas.
Querem saber como é a deles.
Os homens não entram nesses detalhes.
Se porventura nós os guiamos, eles nos obedecem.
Mas se os deixamos livres e não os interrompemos,
livres eles continuam sendo.
E se o destino, ou a sorte, ou o que ficou para trás for cruel...
em novas construções onde as trajetórias não forem modificadas, cruel será o futuro.
Por isso e por tudo, a humanidade precisa de novas descobertas.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Sobre a falta de criatividade do corrupto brasileiro...
Eu aqui pensando em real doll, a fim de sugerir ao mundo outros parceiros, aqueles bonecos iguais a nós, masculinos ou femininos, que não falam, não pedem, não reclamam, não nos roubam, não nos matam, apenas nos fazem companhia para dormir e acordar, para nos dar o braço em viagens ou no sofá da sala assistindo TV, para não nos delatar... Um sonho real e moderno... Logo, penso em máquinas de criogenia, em coisas vindas do Japão, em inteligências artificiais da Escandinávia, dos Estados Unidos, da França, da Alemanha, dos grandes centros de estudo, das grandes empresas de engenharia, dos fabricantes de produtos com alta tecnologia, da NASA e...
Por baixo e por cima dos panos, ultrapassando os trópicos capricornianos, na América do Sul, na cidade e no país onde vivo, Rio de Janeiro, Brasil, assistimos a um espetáculo do grotesco diante do acúmulo de capital; porém, em contraste com supérfluos tão mesquinhos como lanchas de luxo, geladeiras de marca italiana Ferrari, helicópteros emprestados, helipontos e heliportos particulares, malas e mochilas transportando e transbordando dinheiro em espécie a escritórios de advocacia, a resorts de pura ostentação e mansões a beira mar, (por onde andará o Beira Mar...?), verdadeiras joias e pedras preciosas compradas em lojas tradicionais que vão se queimando no mercado, seguindo os passos de políticos e suas cônjuges, obras de arte de pintor contemporâneo brasileiro, pernambucano, consagrado em Miami, fora as viagens, as festas, o casamento de fachada cujos padrinhos são ex-presidentes da República...
Isso não é digno nem de uma república das bananas, é muita vergonha para uma nação só.
Escracho e deboche na cara do povo, saques e falências de empresas onde antes havia o orgulho de dizer: o petróleo é nosso... Um mar de lama que não acabou no desastre de Mariana por outra empresa nacional que nos dava orgulho, mas que continua, pois a gangue criminosa ainda constrói megaempreendimentos e desafia as leis da natureza sem cuidados, sem escrúpulo, sem noção de que humildade faz bem ao homem e a natureza agradece se acaso for bem tratada.
Finalmente, a operação anticorrupção veio frear e derrubar um a um neste enorme jogo de “companheiros” e não poupa os sexos, afinal, nós quisemos e vencemos: direitos iguais para ambos os gêneros! Ainda bem!
Prender, apreender, aprender é preciso.
Por séculos de desenvolvimento retratados historicamente, esperava-se hoje em dia mais decência e sabedoria dos corruptos brasileiros. E o que vimos? Futilidade, mediocridade e pequenez de imaginação. Isso só serviu para limitar o nosso desenvolvimento cultural e econômico.
E agora, José?... No meio do nosso caminho há muitas pedras.
O que vemos e constatamos: subdesenvolvimento e falta de visão, tudo obtido por eles...
Orgulhosos de suas damas, deixaram rastros e esqueceram que tinham outras “preciosas” no meio do caminho, guardadas juntas, nos mesmos cofres da Ciência e Tecnologia e que paralelamente nunca foram usadas no Brasil.
Por baixo e por cima dos panos, ultrapassando os trópicos capricornianos, na América do Sul, na cidade e no país onde vivo, Rio de Janeiro, Brasil, assistimos a um espetáculo do grotesco diante do acúmulo de capital; porém, em contraste com supérfluos tão mesquinhos como lanchas de luxo, geladeiras de marca italiana Ferrari, helicópteros emprestados, helipontos e heliportos particulares, malas e mochilas transportando e transbordando dinheiro em espécie a escritórios de advocacia, a resorts de pura ostentação e mansões a beira mar, (por onde andará o Beira Mar...?), verdadeiras joias e pedras preciosas compradas em lojas tradicionais que vão se queimando no mercado, seguindo os passos de políticos e suas cônjuges, obras de arte de pintor contemporâneo brasileiro, pernambucano, consagrado em Miami, fora as viagens, as festas, o casamento de fachada cujos padrinhos são ex-presidentes da República...
Isso não é digno nem de uma república das bananas, é muita vergonha para uma nação só.
Escracho e deboche na cara do povo, saques e falências de empresas onde antes havia o orgulho de dizer: o petróleo é nosso... Um mar de lama que não acabou no desastre de Mariana por outra empresa nacional que nos dava orgulho, mas que continua, pois a gangue criminosa ainda constrói megaempreendimentos e desafia as leis da natureza sem cuidados, sem escrúpulo, sem noção de que humildade faz bem ao homem e a natureza agradece se acaso for bem tratada.
Finalmente, a operação anticorrupção veio frear e derrubar um a um neste enorme jogo de “companheiros” e não poupa os sexos, afinal, nós quisemos e vencemos: direitos iguais para ambos os gêneros! Ainda bem!
Prender, apreender, aprender é preciso.
Por séculos de desenvolvimento retratados historicamente, esperava-se hoje em dia mais decência e sabedoria dos corruptos brasileiros. E o que vimos? Futilidade, mediocridade e pequenez de imaginação. Isso só serviu para limitar o nosso desenvolvimento cultural e econômico.
E agora, José?... No meio do nosso caminho há muitas pedras.
O que vemos e constatamos: subdesenvolvimento e falta de visão, tudo obtido por eles...
Orgulhosos de suas damas, deixaram rastros e esqueceram que tinham outras “preciosas” no meio do caminho, guardadas juntas, nos mesmos cofres da Ciência e Tecnologia e que paralelamente nunca foram usadas no Brasil.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
As voltas que a vida dá
Tenho incluído textos meus em outro espaço virtual dos sete blogs que possuo ao longo de dez anos.
Sim, que bem me lembre, comecei esta aventura em meados de 2006, logo que me matriculei num curso de Roteiro para TV e Cinema no Rio de Janeiro.
Criei e nomeei todos com nomes bem divertidos começando por este aqui, o meu maior xodó, chamado Safo.
Safo de Mitilene é também conhecida como Safo de Lesbos, e foi uma poetisa do século VI antes de Cristo. Nascida na Grécia, onde vivia na ilha de Lesbos, segundo uma das versões da história desta menina mulher guerreira, ela foi e é considerada a décima musa.
Safo viveu há 2.600 anos na Ilha de Lesbos, situada no Mar Egeu e sobre sua vida apenas conservamos poucos relatos.
Calcula-se o seu nascimento entre os anos 630 e 612, enquanto sua morte se fecha ao redor de 570 A/C, mas sua biografia apenas consegue tomar forma com uma vastíssima informação, pois não existe nenhuma fonte histórica contemporânea sobre sua vida e seus poemas.
Tudo o que sabemos dela procede de autores posteriores que não a conheceram diretamente.
E isto acaba contribuindo para rodear sua figura de uma nebulosa que a situa num caminho entre a realidade e a lenda, no qual não há sinal que possa aumentar o interesse sobre sua vida e sua obra ao longo dos séculos.
Grandes autores como Platão, Boccaccio, Baudelaire, Lord Byron, Ezra Pound ou Virginia Woolf sentiam por ela grande admiração.
Há suspeitas de que Safo nasceu na aldeia lesbia de Eresos, e que mais tarde se mudou para a capital Mitilene. Ela provavelmente procedia de uma família nobre, abastada. Seu pai seria um próspero comerciante de vinhos chamado Skamandar, e ela teria três irmãos, todos mais novos que ela.
Além de sua atividade literária e artística, Safo participou assiduamente de lutas políticas que tiveram lugar marcado em Lesbos, e enfrentou muito duramente o tirano Pítaco. Parece ter se implicado em uma conspiração para matá-lo, junto a Alceu e outros camaradas, mas que após terem sido descobertos, Pítaco ordenou que os expulsassem do território, sendo exilados. Isto ocorreu em torno do ano 593 A/C.
Após o exílio, Safo fundou uma espécie de escola ou academia, ao estilo de Platão, e lá era onde ensinava arte, canto, dança e literatura para um grupo de mulheres jovens ou adolescentes e as preparava para o casamento.
Parece que no ano de 1.073 D/C, o Papa Gregorio VII ordenou queimar todos os manuscritos com os poemas sáficos, considerados imorais e pecaminosos, e se perdeu para sempre uma parte de sua obra.
Diante do que restou de seus escritos, sabemos que Safo rendia cultos a Afrodite, a deusa do amor e da beleza. Sua poesia se caracteriza por suavidade, intimidade e sentimento. Os versos são tão apaixonados como simples, e deixam uma clara constância de sua atração e relação com outras mulheres, mas há de se registrar que Safo também teve muitos amantes masculinos, especialmente o poeta Alceu, de que fala em seus poemas.
Hoje, no nosso tempo, um colégio renomado e tradicional da cidade do Rio de Janeiro, o famoso Colégio Pedro II, informou aos jornais, revistas e toda a midia que o seu diretor está autorizando o uso de saias para homens como uniforme padrão; e sim, foi na data de hoje, dia 20 de setembro de 2016 D/C, que um diretor de escola começou a perceber a naturalidade e a possibilidade desta nova-velha tendência, o ser humano se vestindo ou se travestindo da maneira que quiser, pois isso não deve atrapalhar os estudos. Se uma coisa é uma coisa, e uma roupa, uma condição, um jeito diferente de ser, não interferir na estrutura acadêmica, no pensamento e no caráter, nos ensinamentos, na cultura, na matemática, na filosofia, na língua portuguesa ou estrangeira, nas ciências, na educação física, e nas demais matérias..., o que dizer da condenação de Safo naquela época?
Enfim, há muita história não revelada em torno de Safo.
Por isso quis homenageá-la aqui no meu espaço virtual.
O mundo e a vida dão voltas e sempre retornam ao mesmo ponto.
Jean Paul Sartre, Freud, Nietzche caem no mesmo tema da loucura da vida, param no ponto certo da reflexão onde o homem está condenado a ser livre.
Para mim, a humanidade está condenada a dar voltas no mesmo lugar.
Voltando aos blogs, além de Safo, também escrevo sobre o Futuro, num blog com este mesmo título.
E escrevo sobre três gerações de moças, entre os vinte, trinta e quarenta anos, no blog Na-Ne-Ni, em que seus nomes começam com a letra N e são fortes: Natália, Nefertiti e Nina.
Tudo muito pesquisado, pensado e repensado, porque tratar do universo feminino é assim, íntimo e particular.
Um mundo infinito e criativo, onde nós, do sexo frágil, nada somos e tudo somos: nos safamos.
Safo de Mitilene é também conhecida como Safo de Lesbos, e foi uma poetisa do século VI antes de Cristo. Nascida na Grécia, onde vivia na ilha de Lesbos, segundo uma das versões da história desta menina mulher guerreira, ela foi e é considerada a décima musa.
Safo viveu há 2.600 anos na Ilha de Lesbos, situada no Mar Egeu e sobre sua vida apenas conservamos poucos relatos.
Calcula-se o seu nascimento entre os anos 630 e 612, enquanto sua morte se fecha ao redor de 570 A/C, mas sua biografia apenas consegue tomar forma com uma vastíssima informação, pois não existe nenhuma fonte histórica contemporânea sobre sua vida e seus poemas.
Tudo o que sabemos dela procede de autores posteriores que não a conheceram diretamente.
E isto acaba contribuindo para rodear sua figura de uma nebulosa que a situa num caminho entre a realidade e a lenda, no qual não há sinal que possa aumentar o interesse sobre sua vida e sua obra ao longo dos séculos.
Grandes autores como Platão, Boccaccio, Baudelaire, Lord Byron, Ezra Pound ou Virginia Woolf sentiam por ela grande admiração.
Há suspeitas de que Safo nasceu na aldeia lesbia de Eresos, e que mais tarde se mudou para a capital Mitilene. Ela provavelmente procedia de uma família nobre, abastada. Seu pai seria um próspero comerciante de vinhos chamado Skamandar, e ela teria três irmãos, todos mais novos que ela.
Além de sua atividade literária e artística, Safo participou assiduamente de lutas políticas que tiveram lugar marcado em Lesbos, e enfrentou muito duramente o tirano Pítaco. Parece ter se implicado em uma conspiração para matá-lo, junto a Alceu e outros camaradas, mas que após terem sido descobertos, Pítaco ordenou que os expulsassem do território, sendo exilados. Isto ocorreu em torno do ano 593 A/C.
Após o exílio, Safo fundou uma espécie de escola ou academia, ao estilo de Platão, e lá era onde ensinava arte, canto, dança e literatura para um grupo de mulheres jovens ou adolescentes e as preparava para o casamento.
Parece que no ano de 1.073 D/C, o Papa Gregorio VII ordenou queimar todos os manuscritos com os poemas sáficos, considerados imorais e pecaminosos, e se perdeu para sempre uma parte de sua obra.
Diante do que restou de seus escritos, sabemos que Safo rendia cultos a Afrodite, a deusa do amor e da beleza. Sua poesia se caracteriza por suavidade, intimidade e sentimento. Os versos são tão apaixonados como simples, e deixam uma clara constância de sua atração e relação com outras mulheres, mas há de se registrar que Safo também teve muitos amantes masculinos, especialmente o poeta Alceu, de que fala em seus poemas.
Hoje, no nosso tempo, um colégio renomado e tradicional da cidade do Rio de Janeiro, o famoso Colégio Pedro II, informou aos jornais, revistas e toda a midia que o seu diretor está autorizando o uso de saias para homens como uniforme padrão; e sim, foi na data de hoje, dia 20 de setembro de 2016 D/C, que um diretor de escola começou a perceber a naturalidade e a possibilidade desta nova-velha tendência, o ser humano se vestindo ou se travestindo da maneira que quiser, pois isso não deve atrapalhar os estudos. Se uma coisa é uma coisa, e uma roupa, uma condição, um jeito diferente de ser, não interferir na estrutura acadêmica, no pensamento e no caráter, nos ensinamentos, na cultura, na matemática, na filosofia, na língua portuguesa ou estrangeira, nas ciências, na educação física, e nas demais matérias..., o que dizer da condenação de Safo naquela época?
Enfim, há muita história não revelada em torno de Safo.
Por isso quis homenageá-la aqui no meu espaço virtual.
O mundo e a vida dão voltas e sempre retornam ao mesmo ponto.
Jean Paul Sartre, Freud, Nietzche caem no mesmo tema da loucura da vida, param no ponto certo da reflexão onde o homem está condenado a ser livre.
Para mim, a humanidade está condenada a dar voltas no mesmo lugar.
Voltando aos blogs, além de Safo, também escrevo sobre o Futuro, num blog com este mesmo título.
E escrevo sobre três gerações de moças, entre os vinte, trinta e quarenta anos, no blog Na-Ne-Ni, em que seus nomes começam com a letra N e são fortes: Natália, Nefertiti e Nina.
Tudo muito pesquisado, pensado e repensado, porque tratar do universo feminino é assim, íntimo e particular.
Um mundo infinito e criativo, onde nós, do sexo frágil, nada somos e tudo somos: nos safamos.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Você tem?
Medo de que?
Eu? De alguns Contos Russos. Leia e durma tranquilo se for capaz!
///
Fome de que?
Agora? De uma omelete bem recheada, com presunto, queijo, orégano, hum... nhan nhan!
///
Sede de que?
De um Clericot bem preparado, daqueles que só se encontra em Punta del Este em temporada de veraneio.
///
Vontade de que?
Hoje? De caminhar e vagar por alguma rua de Amsterdam.
///
Coragem de que?
Fácil. De viver um novo e grande amor.
///
Problemas com o que?
Com meu novo saldo bancário. Melhor nem comentar para não rirem nem se assustarem. Houve dias melhores e haverão, mais pra frente, dias de prosperidade!
///
Diferenças em que?
Na forma de pensar e agir em comparação aos demais brasileiros, acomodados, no seu jeitinho de ser e de fazer ou tomar decisões. São em sua maioria caóticos. Nem reis da cocada preta, nem do diamante negro; apenas possuem um grande rei na barriga. Um gigante deitado... Haja indigestão.
///
Semelhanças em que?
Em quase nada. Sou tão eu que me desassemelho de muitos outros. Um eu bem original, mental, filosofal, brutal, ouso dizer que eu sou a tal, talvez fatal...
///
Crenças em que?
Na capacidade do ser humano. Na sua força de vontade de querer e poder realizar mudanças.
///
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
ELLA
Reativando... Eis aqui meu primeiro texto (do extinto site Pin me Up - 09/08/08)
************************************************
{Ella gostava das brancas
//
Das pretas usava em noites frias
//
Deixava os cabelos picotados e soltos
//
Revoltos para o espelho entender
//
Pintava a boca de um vinho intenso
//
Criava répteis como seus animais
//
Sonhava em fotografar nua
//
Junto de suas tralhas
//
Panelas e cintas
//
Dentro e fora de um Porshe
//
Possuía botas e um salto alto negro agulha
//
Dependendo do lugar em questão
//
Só um óculos escuro bastaria
//
Ella vinha do mar
//
Vinha da cama
//
Vinha molhada de um box
//
Vinha de uma noitada boa
//
Gostava de se exibir
//
Dois ou três dedos na boca
//
Queixo sempre pra cima
//
Nuca sensível ao toque
//
Se fitava e se media no espelho
//
Gostava de ver o que via
//
Às vezes seus olhos embassavam
//
Noutras, enxergava demais
//
Queria ter casa própria
//
Pra poder andar como quisesse
//
Queria um sofá só pra ela
//
Gostava de se perfumar
//
Fazia caras e bocas
//
Tinha uma pele que brilhava
//
Vivia a se massagear
//
Ella um dia deitou-se na areia
//
Completamente sem
//
Noutro tomou chuva fora do carro
//
Sem nada também
//
Se agachou de pernas bem abertas
//
Estava apertada
//
Não hesitou
//
Continuou molhada
//
O que Ella queria era uma toalha
//
Já era tarde e as estrelas piscavam
//
Uma flor do mato
//
Ella apanhou
//
Ella procurou chão
//
Já fazia tempo não tinha teto
//
Ella era daquelas
//
Que tinha um destino incerto
//
Aos vinte anos, assim era Ella.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Alerta de um novo blog
Todo blog tem um propósito.
Anunciar assuntos.
Seguir um script.
Relatar acontecimentos que se encaixam num contexto.
O meu blog é um reflexo do que pode-se chamar de algo anormal e despropositado.
Vagueia por canais mentais quase indecifráveis.
Talvez ele não tenha sido feito para ser entendido.
Só para ser visto.
Como a prévia da frase máxima:
E Deus criou a mulher...
Veio a dita cuja e...
Ana fez um blog...
Mas também, com o nome Safo, quem iria entender?
Quanto a...
Seres e mitos, quem decifra?
Ter ideias desconexas e jogá-las no ar...
Escrever sete blogs e lançar tudo ao mesmo tempo...
Isso é muito semelhante a uma catarata desgovernada.
Uma miscelânea de pensamentos imperfeitos.
Um desejo de apego ao que não se pode apegar.
Coisas abstratas não são palpáveis.
Reparo antes que continue essa trajetória de autodestruição.
Já pareço mudar.
No começo podia não ter sentido.
Mas agora, tem que, sim, fazer valer sua publicação.
Pois, de que valem as palavras se não fizerem um mínimo sentido?
É preciso reorganizar as ideias.
Parar de engatinhar.
Talvez seja o medo da responsabilidade de crescer e evoluir a mente.
Avançar rumo à concretização.
Largar mão da abstração.
Puxa, como entrar na linha é complicado.
Mas como sinalizar perigo é vantajoso.
Evita pane geral do sistema.
Ter ideias desconexas e jogá-las no ar...
Escrever sete blogs e lançar tudo ao mesmo tempo...
Isso é muito semelhante a uma catarata desgovernada.
Uma miscelânea de pensamentos imperfeitos.
Um desejo de apego ao que não se pode apegar.
Coisas abstratas não são palpáveis.
Reparo antes que continue essa trajetória de autodestruição.
Já pareço mudar.
No começo podia não ter sentido.
Mas agora, tem que, sim, fazer valer sua publicação.
Pois, de que valem as palavras se não fizerem um mínimo sentido?
É preciso reorganizar as ideias.
Parar de engatinhar.
Talvez seja o medo da responsabilidade de crescer e evoluir a mente.
Avançar rumo à concretização.
Largar mão da abstração.
Puxa, como entrar na linha é complicado.
Mas como sinalizar perigo é vantajoso.
Evita pane geral do sistema.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Você pode ter uma atitude mais rock, você pode ter uma atitude mais zen
Pode surtar, se preocupar, ralar, não ralar, se virar, ou virar um zé ninguém.
E o ritmo vai ser sempre assim... nesse tom... cansa, para, espera, levanta, sobe, desce, sapateia, desnorteia.
Maria traçou objetivos. Só ela sabe se deu certo.
José deixou a vida o levar. Se deu bem talvez, ou não.
Paulo tem dez anos, gosta de música.
Fabiana tem quinze, gosta de esportes.
E daí?
Eu me pergunto.
Aposto que do outro lado alguém se pergunta.
Que história sem pé nem cabeça é essa?
Eu te falo.
Não faz sentido.
E o Big Bang, fazia, faz?
Deus fez, fará?
Lá longe ele diz:
Você tem alguma religião pra tentar ser feliz?
Chego mais perto, se ele deixar e digo:
A sua te deixou bem?
Se parar, fica reflexivo.
Se correr, nem pensa.
Mas acontece que ambos temos sim religião.
Uma diferente da outra, mas o Nosso Pai é o mesmo.
Salvador das almas achadas e perdidas.
O mesmo roqueiro que te nega é o punk que vai te aceitar.
Yuppie? Non.
E a mesma maria chuteira esperta ou aquela velha dondoca boba pode ser a carola tonta que qualquer igreja irá arrebanhar.
Mas nem era pra falar disso, de igreja, nem de direita, esquerda, partido político ou causa nenhuma.
Tudo és só pra comunicar que aqueles planos que tu foste capaz de fazer no passado, as suas atitudes ferozes, felinas, tranquilas ou quase estáticas, elas irão se transformar.
Se está a perigo por não ter passado em nenhum concurso público, é porque não entrou de cabeça ainda.
Mergulhou pouco.
Não foi a fundo.
Daí, agora chora neném.
Come moscas. Arrota carrapatos. Solta rojões.
Só participa de protesto nas ruas das cidades quem tem tempo de sobra pra vadiagem.
Estivessem esses em casa estudando ou em alguma outra instituição, não haveria tanta pedra, pau e fogo, mas haveria sono, cansaço e meditação.
Consternar ou contemplar.
Você sempre escolhe cedo ou tarde qual vai ser sua canção.
Inventando moda, desnivelando, prejudicando ou só olhando.
E a ajuda vem de onde?
Do Tio Patinhas do Rock e da Maga Patalógica do Zen?
Não, não. A salvação vem de você mesmo, com as boas atitudes, meu bem.
E a mesma maria chuteira esperta ou aquela velha dondoca boba pode ser a carola tonta que qualquer igreja irá arrebanhar.
Mas nem era pra falar disso, de igreja, nem de direita, esquerda, partido político ou causa nenhuma.
Tudo és só pra comunicar que aqueles planos que tu foste capaz de fazer no passado, as suas atitudes ferozes, felinas, tranquilas ou quase estáticas, elas irão se transformar.
Se está a perigo por não ter passado em nenhum concurso público, é porque não entrou de cabeça ainda.
Mergulhou pouco.
Não foi a fundo.
Daí, agora chora neném.
Come moscas. Arrota carrapatos. Solta rojões.
Só participa de protesto nas ruas das cidades quem tem tempo de sobra pra vadiagem.
Estivessem esses em casa estudando ou em alguma outra instituição, não haveria tanta pedra, pau e fogo, mas haveria sono, cansaço e meditação.
Consternar ou contemplar.
Você sempre escolhe cedo ou tarde qual vai ser sua canção.
Inventando moda, desnivelando, prejudicando ou só olhando.
E a ajuda vem de onde?
Do Tio Patinhas do Rock e da Maga Patalógica do Zen?
Não, não. A salvação vem de você mesmo, com as boas atitudes, meu bem.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Ma che Osho, O$ho, Ochu
A todo instante você tem a escolha de ser feliz ou de estar na miséria.
//
Juntando pensamentos sobre o filme "A Praia", ano 2000 - Danny Boyle.
//
Decifrando "A Divina Comédia", ano 1300 - Dante Alighieri.
//
E soltando pitadas de Osho, anos 70.
//
Salpica daqui, tempera dali...
//
Lulu via um novo começo de era.
//
Ah...Inglaterra, Oh...Itália, Eh...Índia.
//
//
A continuidade das tríades.
//
De gente fina, elegante e sincera.
//
O homem, a fé, a razão.
//
O inferno, o paraíso, o purgatório.
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Dante, Beatriz, Virgílio.
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A todo instante você tem a escolha de ser feliz ou de estar na miséria.
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Observe seu corpo.
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Com habilidade pra dizer mais sim do que não..., não, não.
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Ele te dá todas as dicas, todos os sinais quando algo está em desequilíbrio.
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A Yoga diz:
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Encontre uma posição confortável.
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A Ana fala:
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Não existe essa posição confortável!
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Ponho o olhar fixo em minha barriga.
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Hoje o tempo voa, amor. Escorre pelas mãos. Mesmo sem se sentir...
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Lembro-me dos sete pecados capitais.
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O primeiro que penso:
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Preguiça.
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Depois?
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Orgulho?
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Com ela para uma boa dança do ventre ou sem ela para um perfeito pole dance?
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Apesar, contudo, todavia, mas, porém...
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Luxúria!
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Inveja?
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Avareza?
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Gula.
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Ira?
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Era... Ora...
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E não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver.
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E o garoto prodígio?
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Esse gastou, gastou, gastou tanto, mas tanto..., logo; acabou dando-se mal. E depois bem.
//
Mal e bem.
//
Bem e mal.
//
A essa hora, pouco importa.
//
A felicidade está num barquinho que te leva ao paraíso.
//
E a praia é linda.
//
Vamos nos permitir!
//
Antes, leia a placa: "Cuidado com o tubarão".
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//
No fim, um indiano pede para que tu opte por aquilo que faz teu coração vibrar...
//
Apesar de todas as consequências.
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E diz mais:
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Esqueça essa história de querer entender tudo.
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Em vez disso, VIVA.
//
Em vez disso, DIVIRTA-SE!
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Não analise, CELEBRE!
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Comendo, rezando, amando e meditando.
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Jogando. Blefando. Ganhando. Perdendo. Desperdiçando.
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Eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera. Com habilidade pra dizer mais sim do que não.
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OK, Lulu, vê se te santeia!
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A continuidade das tríades.
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De gente fina, elegante e sincera.
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O homem, a fé, a razão.
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O inferno, o paraíso, o purgatório.
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Dante, Beatriz, Virgílio.
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A todo instante você tem a escolha de ser feliz ou de estar na miséria.
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Observe seu corpo.
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Com habilidade pra dizer mais sim do que não..., não, não.
//
Ele te dá todas as dicas, todos os sinais quando algo está em desequilíbrio.
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A Yoga diz:
//
Encontre uma posição confortável.
//
A Ana fala:
//
Não existe essa posição confortável!
//
//
Ponho o olhar fixo em minha barriga.
//
Hoje o tempo voa, amor. Escorre pelas mãos. Mesmo sem se sentir...
//
Lembro-me dos sete pecados capitais.
//
O primeiro que penso:
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Preguiça.
//
Depois?
//
Orgulho?
//
Com ela para uma boa dança do ventre ou sem ela para um perfeito pole dance?
//
//
Apesar, contudo, todavia, mas, porém...
//
Luxúria!
//
Inveja?
//
Avareza?
//
Gula.
//
Ira?
//
Era... Ora...
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E não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver.
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E o garoto prodígio?
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Esse gastou, gastou, gastou tanto, mas tanto..., logo; acabou dando-se mal. E depois bem.
//
Mal e bem.
//
Bem e mal.
//
A essa hora, pouco importa.
//
A felicidade está num barquinho que te leva ao paraíso.
//
E a praia é linda.
//
Vamos nos permitir!
//
Antes, leia a placa: "Cuidado com o tubarão".
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//
No fim, um indiano pede para que tu opte por aquilo que faz teu coração vibrar...
//
Apesar de todas as consequências.
//
E diz mais:
//
Esqueça essa história de querer entender tudo.
//
Em vez disso, VIVA.
//
Em vez disso, DIVIRTA-SE!
//
Não analise, CELEBRE!
//
Comendo, rezando, amando e meditando.
//
Jogando. Blefando. Ganhando. Perdendo. Desperdiçando.
//
Eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera. Com habilidade pra dizer mais sim do que não.
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OK, Lulu, vê se te santeia!
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Poesia Grosseriana
Você que debocha de mim.../
Entra no cio, tem sua tara/
Me liga, envia mensagem/
Faz e pede sacanagem/
Me tira do leito/
Palpita meu peito/
Desregula meu mínimo respeito/
Chama pra fazer amor e sexo/
Durante a madrugada/
Me beija feito louco/
Me tem como um lobo/
Me morde, me assopra/
Debocha de mim/
Diz montes de besteiras, devaneios, anseios/
Depois põe todo o peso em mim/
Me alegra e atormenta/
Carrega traumas não sei desde quando/
Inventa, farseia/
Me transporta pra um surto mirim/
Descarrega todo o seu desejo/
Seu alcoolismo barato/
Sua falta de tato com as palavras doces/
Seu exagero de tato com malícias, sabores/
Mas é lindo te ver escovar a boca/
Prova que não sou apenas eu/
Que gosto e, aprovo isso em ti/
Hálito e cheiro bom, calor então/
Corpo desenhado, esculpido/
Num pincel das mãos de Deus/
Como o meu, como o seu/
Dedos da mão pra me alisar/
Dos pés pra me prender/
Sua língua na minha orelha/
No meu ouvido, sua saliva/
Babando por mim/
Pra depois me chutar/
Me ignorar, trocar meu nome/
Querer ciúme, novela, folhetim/
Não, se acaso me quiseres/
Sou pra você dessas mulheres/
Que só dizem sim/
Por uma coisa à toa, uma noitada boa/
Um cinema, um botequim/
Escute Chico Buarque/
Pra tentar gostar certinho de mim/
Enquanto isso só me resta a pergunta:/
Por que você é assim?/
Tão 'tan-tan' e tão 'Dean-Dean'.../
Como o meu, como o seu/
Dedos da mão pra me alisar/
Dos pés pra me prender/
Sua língua na minha orelha/
No meu ouvido, sua saliva/
Babando por mim/
Pra depois me chutar/
Me ignorar, trocar meu nome/
Querer ciúme, novela, folhetim/
Não, se acaso me quiseres/
Sou pra você dessas mulheres/
Que só dizem sim/
Por uma coisa à toa, uma noitada boa/
Um cinema, um botequim/
Escute Chico Buarque/
Pra tentar gostar certinho de mim/
Enquanto isso só me resta a pergunta:/
Por que você é assim?/
Tão 'tan-tan' e tão 'Dean-Dean'.../
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